domingo, 24 de junho de 2012

Romeu e Julieta



                              Romeu e Julieta


Neste trabalho procuro mostrar a ligação entre a obra literária de William Shakespeare e as obras de arte que se lhe seguiram, tendo como base esta tragédia, intitulada de “ Romeu e Julieta”.

“Romeu e Julieta” é uma tragédia literária do famoso escritor William Shakespeare, que foi escrita nos primórdios da sua carreira literária em 1591. Retrata a vida de dois adolescentes loucamente apaixonados, cuja morte acaba por unir suas famílias, outrora em pé de guerra. Este romance trágico pertence a uma tradição de romances da antiguidade. Seu enredo baseia-se num conto italiano que foi traduzido em versos por Arthur Brooke (poeta inglês) em 1562, e retomado em prosa por William Painter (autor inglês) em 1582. Esta obra é tão especial e reconhecida mundialmente devido á habilidade dramática e maturidade artística de Shakespeare, que utilizou nesta obra efeitos como a comutação entre comédia e tragédia, ênfase nas personagens mais secundárias e a utilização se sub-enredos para embelezar a história. De todas as obras de Shakespeare, a peça dos dois amantes é um dos seus trabalhos que mais foram ilustrados. É uma das obras literárias mais utilizadas, sendo adaptada nos campos do cinema, da música e literatura.

                             







Sinopse

  
A peça abre na rua com o desentendimento entre os Montecchios, família de Romeu, e os Capuletos, família de Julieta. O Príncipe de Verona intervém e declara que irá punir com morte as pessoas que colaborarem para mais uma briga de ambas as famílias. Mais tarde, Julieta é proposta em casamento a seu pai, mas este não aceita e diz ao pretendente para esperar dois anos, pois Julieta ainda era muito nova para casar, tinha apenas 13 anos, e que realizaria uma festa balett. Após a briga, Romeu entra em depressão resultado de um amor não-correspondido por uma das sobrinhas de Capuleto. Persuadido, Romeu atende ao convite da festa que acontecerá na casa dos Capuletos em esperança de encontrar-se com a sobrinha de Capuleto. Contudo, Romeu apaixona-se perdidamente por Julieta. Após a festa, Romeu pula o muro do pátio dos Capuletos e ouve as declarações de amor de Julieta, apesar de seu ódio pelos Montecchios. Romeu e Julieta decidem casar.
Com a ajuda de Frei Lourenço - esperançoso da reconciliação das famílias através da união dos dois jovens - eles conseguem se casar secretamente no dia seguinte. Um dos primos de Julieta, Teobaldo, sentindo-se ofendido pelo facto de Romeu ter fugido da festa, desafia-o para um duelo. Romeu, que agora considera-o seu companheiro, recusa lutar com ele. Seu amigo Mercúrio sente-se incentivado a aceitar o duelo em nome de Romeu por conta de sua "calma submissão, vil e insultuosa". Durante o duelo, Mercúcio é fatalmente ferido e Romeu, irritado com a morte do amigo, prossegue o confronto e mata Teobaldo. O Príncipe decide exilar Romeu de Verona por conta do assassinato salientando que, se ele retornar, terá sua última hora. Capuleto, interpretando erroneamente a dor de Julieta, concorda em casá-la imediatamente com o Conde Paris (a quem tinha feito a promessa de casamento) e ameaça deserdá-la quando ela recusa-se a tornar-se a "alegre noiva" de Páris. Quando ela pede, em seguida, o adiantamento do casamento, a mãe rejeita-lhe. Quando escurece, Romeu, secretamente, passa toda a noite no quarto de Julieta, onde eles consumam seu casamento.

No dia seguinte, Julieta visita Frei Lourenço pedindo-lhe ajuda para escapar do casamento, e o Frei lhe oferece um pequeno frasco. O frasco, se ingerido, faz com que a pessoa durma e fique num estado semelhante a morte, em coma por "duas horas e quarenta". Com a morte aparente, os familiares pensarão que a Julieta está morta e, assim, ela não se casará indesejadamente. Por fim, Lourenço promete que enviará um mensageiro para informar Romeu, ainda em exílio, do plano que irá uni-los e, assim, fazer com que ele retorne para Verona no mesmo momento em que a jovem despertar. Na noite antes do casamento, Julieta toma o remédio e, quando descobrem que ela está "morta", colocam seu corpo na cripta da família.




A mensagem, contudo, termina sendo extraviada e Romeu pensa que Julieta realmente está morta quando o criado Baltasar lhe conta o ocorrido. Amargamente, o protagonista compra um veneno fatal de um boticário que encontra no meio do caminho e dirige-se para a cripta dos Capuletos. Por lá, ele defronta-se com a figura de Páris. Acreditando que Romeu fosse um vândalo, Páris confronta-se contra o desconhecido e, na batalha, o segundo dos dois assassina o outro. Ainda acreditando que sua amada está morta, ele bebe a poção. Julieta acaba acordando e, descobrindo a morte de Romeu, suicida-se com o punhal dele, vendo que a poção do moço não possuía mais nenhuma gota. As duas famílias e o Príncipe se encontram na tumba descobrem os três mortos. Frei Lourenço reconta a história do amor impossível dos jovens para as duas famílias que agora se reconciliam pela morte dos seus filhos. A peça termina com a elegia do Príncipe para os amantes: "Jamais história alguma houve mais dolorosa / Do que a de Julieta e a do seu Romeu."


                              





 Música

Séculos mais tarde, vários compositores escreveram obras musicais sobre esta tragédia. Pyotr llyich Tchaikovsky, compôs uma obra orquestral sobre este romance trágico, em 1869, tornando-a numa das obras mais conceituadas de toda a História da Música. É um poema sinfónico que contém uma melodia conhecida como “tema de amor”, a qual foi bastante utilizada, exemplo o filme de Nino Rota sobre esta obra literária, e pela cantora Des’ree’s na música “Kissing you”. Outros compositores escreveram também obras musicais com base nesta peça, é o caso de Prokofiev com o seu ballet “ Romeu e Julieta” (1940), a “sinfonia dramática” de Berlioz “ Roméo et Juliette” (1839), existem cerca de 24 óperas, sendo a mais conhecida a de Gonoud “ Roméo et Juliette” (1887) e até na musica contemporânea não erudita esta peça já é utilizada nos estilos musicais como o jazz, musica popular…









 Literatura e Arte

A célebre peça de Shakespeare também influenciou escritores por toda a parte do mundo, posteriores a si. Nas palavras de Harold Bloom (professor e crítico literário) Shakespeare “ inventou a fórmula pelo qual o elemento sexual ficou associado com o elemento erótico quando atravessa as sombras da morte." Esta obra serviu como base a obras muito distintas, algumas até paródias sobre esta mesma. Henry Porter, com “ As Duas Furiosas Mulheres de Abingdon” (1598), e Thomas Dekker, com “Master Constable”, parodiaram a obra original de Shakespeare na mesma época em que este a escreveu. Mais posteriormente, escreveram autores como Charles Dickens, com o romance “Nicholas Nickleby” e o Visconde de Taunay, também com um romance intitulado de “Inocência”( facto curioso, em que cada capítulo desta obra começa com citações de Goethe, Rosseau, Cervantes, Ovídio, Moliére e Walter Scott). Em Portugal Camilo Castelo Branco publicou “Amor de Perdição” em 1862. Talvez por tratar-se de uma obra pertencente ao estilo ultra romântico português, esta obra assemelha-se com a obra de Shakespeare na medida em que existem também duas famílias com desavenças, em que os protagonistas amam-se loucamente e acaba também com um fim trágico. O romance do Visconde Taunay foi publicado apenas dez anos mais tarde que a obra de Camilo Castelo Branco, e assemelha-se muito com esta obra.


                             



 Na arte a primeira ilustração desta obra julga-se que pertence a Elisha Kirkall, uma xilogravura que retrata a cena final do túmulo, cuja primeira impressão foi em 1709 numa das edições produzidas por Nicholas Rowe, das peças de William Shakespeare. Mais tarde, no séc. XVIII, a Galeria Boydell Shakespeare encomendou cinco pinturas da peça que retratassem cada um dos cinco actos.

                 


Cinema

É talvez a peça mais transportada para as estruturas cinematográficas de todos os tempos. Romeu e Julieta foi pela primeira vez gravado na era do cinema mudo por Georges Méliès, embora seu vídeo esteja perdido hoje em dia. A primeira versão cinematográfica da peça no cinema falado foi em “The Hollywood Revue of 1929”.
 Houve várias produções sobre esta peça de Shakespeare, mais as mais famosas são:
- “Romeo and Juliet” de George Cukor, é uma produção de 1936, a preto e branco, vencedor de um Óscar em 1937. Foi uma produção não muito aclamada pela crítica e pelo público, acusavam-na de um artificialismo.
- “Romeo and Juliet” de Franco Zeffirelli, uma produção de 1968, esta produção já foi melhor vista pelo público e pela crítica, o estudioso Stephen Orgel descreve este filme como “cheio de beleza e juventude, com câmaras e luzes exuberantes, que contribuíram para a impressão da energia sexual e da boa aparência da peça.”.
-“Romeu + Juliet” de Baz Lurhmann, uma produção de 1996, atraiu para si um público mais jovem devido á sua maior obscuridade em relação ao filme de Zeffirelli.
As versões de Franco Zeffirelli e de Baz Luhrmann foram as versões que mais recordes de venda alcançaram. Mais recentemente, existem filmes que são um pouco o retrato da história de amor vivida por Romeu e Julieta, mas adaptado aos dias de hoje. É o caso do filme do brasileiro Bruno Barreto, intitulado de “O casamento de Romeu e Julieta”. Retrata a história de duas famílias que eram rivais, mas porque torciam por equipas de futebol diferentes, neste caso o Palmeiras e o Corinthians. Outro filme é o filme da Disney “ High School Musical”, onde utilizam o enredo de Romeu e Julieta, este em género de musical.


     





                                        







                                                                                 Trabalho realizado por:
                                                                                 João Tiago Cunha – A65952

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