segunda-feira, 18 de junho de 2012

Literatura na Escultura

Escultura
A Escultura é uma forma de expressão artística que remonta aos nossos mais antigos antepassados. Os mais antigos objectos conhecidos datam de cerca de 30.000 anos a.C. Eram na maior parte figuras femininas (Vénus), ligadas ao culto da fertilidade. Só no Egipto Antigo é que se fazem esculturas com vista à representação de personagens, foram inseridas em monumentos fúnebres (pirâmides), ligadas também à religião politeísta que professavam (tinham crença em mais do que um deus, tinham deuses ligados a várias causas, por exemplo, Amon-Rá era o deus do sol). Nesta altura há uma grande aplicação da técnica do relevo.
Posteriormente, na Antiguidade Clássica, esta arte sofreu um desenvolvimento significativo. Primeiramente na Grécia Antiga e só depois na Roma Antiga. Na Grécia (a partir do século V a.C.), usam-se outros materiais, como o bronze, há uma tentativa de idealização das figuras representadas (normalmente seres humanos), mas sempre fiel ao naturalismo. Há um grande sentido de harmonia, equilíbrio e de movimento transmitido nas obras. A Roma Antiga é fortemente influenciada pela cultura Grega. A escultura é incutida na arquitectura, com baixos-relevos, em edifícios comemorativos, como arcos do triunfo. Pela primeira vez a arte estava ao serviço do poder do imperador, que mandava construir diversas obras como manifestação da sua grandiosidade, como por exemplo, o Imperador Octaviano César Augusto. Há um forte incremento desta arte pela Europa e pela região Mediterrânica. Na representação de figuras humanas, o realismo das feições ganha espaço, em detrimento dos cânones Clássicos, que procuravam a perfeição e a harmonia.
No período Gótico e Românico, a escultura adquire uma função puramente ornamental, na arquitectura, principalmente ligada a templos religiosos, dado que se vivia numa sociedade marcadamente teocêntrica (as causas dos fenómenos eram atribuídas a Deus).
Na época do Renascimento (século XV/XVI), há em Itália um desenvolvimento de todas as formas de arte. Há uma recuperação do estilo artístico da Antiguidade Clássica, e é neste período que surgem os nomes mais sonantes desta arte, como Miguel Ângelo, que eram patrocinados pela família Médicis, que foram os primeiros a exercer o mecenato das artes.
Os períodos Barroco e Rococó eram caracterizados por um certo exagero nos elementos decorativos, uma exaltação e ostentação da riqueza existente. Os principais centros da escultura eram Roma (Bernini), Paris (Girardon) e Baviera (irmãos Assam).
O neoclassicismo surge como uma recuperação da Antiguidade Clássica, e teve em Canova o seu representante máximo.
O século XIX surge como a afirmação da França no contexto artístico e cultural da Europa. Teve em Rodin o seu expoente máximo, cuja obra ficou para a posteridade como uma das mais emblemáticas de todos os tempos, juntamente com Miguel Angelo e Bernini.
Em Portugal, no século XX, surge o movimento modernista. A primeira década do século ficou marcada pelo gosto naturalista, tendo o expoente máximo António Teixeira Lopes (1866-1942). O Mestre, como era conhecido, ficou conhecido como a grande figura da escultura do país neste século, apesar da emergência, ainda que tímida, de alguns escultores modernistas, como Diogo de Macedo, Francisco Franco e Ernesto Canto da Maia. 

Literatura
A Literatura é a expressão de realidades, sentimentos, histórias por via da escrita. Qualquer facto pode ser escrito, tudo pode ser transformado em literatura.
A história da literatura é um campo muito vasto e alargado. A origem da literatura é muito remota, pode ter a sua génese nos nossos antepassados primitivos, com as representações que faziam nas paredes das cavernas, as pinturas rupestres, tentavam deixar o registo de caçadas que faziam e um pouco da sua vida quotidiana, que contribuiu em muito para o conhecimento que temos hoje dessa época. No Egipto Antigo, também faziam representações e pretendiam deixar mensagens, através dos hieróglifos.
Segue-se uma sucinta cronologia[1] sobre os acontecimentos literários mais importantes, desde Homero até ao século XXI:

·         Século VII a.C.: Composição da Ilíada e da Odisseia
·         Século V a.C.: Tragédia Clássica (Sófocles, Ésquilo)
·         Século I a.C.: Eneida, poema épico de Virgílio                      
·         Século IX d.C.: Literatura Provençal
·         1308: Divina Comédia, de Dante
·         1327: Il Canzioniere, Petrarca
·         1323: Decâmeron, de Boccaccio
·         1532-1534: Pantagruel e Gargântua, de Rabelais
·         1562: Publicação da Compilação de Gil Vicente
·         1572: Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões
·         1600: William Shakespeare começa a escrever as suas maiores obras a partir desta data
·         1605: D. Quixote de la mancha, de Cervantes
·         1613: Soledades, de Gôngora
·         1654: Sermão de Santo António aos Peixes, pregado pelo Padre António Vieira
·         1674: Arte Poética, de Boileau, onde se estabilizam os grandes princípios do Neoclassicismo
·         1677: Fedra, de Racine
·         1719: Robinson Crusoe, de Daniel Defoe
·         1770: Movimento Strum und Drang, na Alemanha
·         1775: Obra de Jane Austen ganha visibilidade
·         1845: Flores Sem Fruto, de Almeida Garrett
·         1851: Moby-Dick, de Herman Melville
·         1855: Walt Whitman revoluciona a poesia, com os versos livres em Leaves of Grass
·         1857: Madame Bovary, de Gustave Flaubert
·         1865: Guerra e Paz, de Leão Tolstoi
·         1885: Germinal, de Émile Zola
·         1888: Os Maias, de Eça de Queirós
·         1914: Em Busca do Tempo Perdido, de Proust
·         1914: Revista Orpheu em Portugal
·         1916: Metamorfose, de Kafka
·         1922: Ulisses, de James Joyce
·         1940: Cadernos de Poesia, de Sophia de Mello Breyner Andresen
·         1953: O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway
·         1958: Gabriela, Cravo e Canela, de Jorge Amado
·         1967: Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Márquez
·         1998: José Saramago ganha Prémio Nobel
·         2000: Comemoração do centenário da morte de António Nobre
·         2001: Prémio Camões é atribuído a Eugénio de Andrade


[1] Elaborada com base em: Literatura. In Diciopédia Porto Editora, 2007 

Relação entre a Literatura e Escultura
Ø  António Teixeira Lopes
Autor da escultura que vamos analisar, Monumento a Eça de Queirós, nasceu em 1866, em Vila Nova de Gaia, cidade onde veio a perecer em 1942. Foi discípulo de Soares dos Reis, que foi seu professor, estudou em Paris e deu aulas na Escola de Belas-Artes do Porto.
Retrata temas históricos e religiosos, trabalhou preferencialmente em barro, mármore e bronze.
Das suas obras destacam-se o Monumento a Eça de Queirós, estátua de Bento Gonçalves, busto de Teófilo Braga, Ramalho Ortigão e da Rainha D. Amélia, estátua do seu Mestre Soares dos Reis, A Infância de Caim, A Viúva e A História.




Ø  José Maria Eça de Queirós

Autor da epígrafe em que se baseia a escultura em que nos vamos debruçar, nasceu em 1845, na Póvoa de Varzim, e morreu em 1900 em Paris. Eça revolucionou a literatura em Portugal, é considerado “um dos dois ou três grandes artistas que mais modelaram a língua portuguesa”[1], foi o principal escritor realista. Formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, onde conviveu com muitos representantes da posterior Geração de 70, e participou activamente na Questão Coimbrã (1865-66). Adere às correntes ideológicas em voga na época: Positivismo (procura do estado positivo do conhecimento, em que o ser humano se limita a observar os factos e partir daí formular leis, tendo como principal figura Auguste Comte), Socialismo (teve como expoente Karl Marx e Friedrich Engels, baseava-se na luta de classes para conseguir alterações na sociedade industrial do século XIX e na recusa do capitalismo) e Realismo-Naturalismo (“O Realismo é a anatomia do carácter. É a crítica do homem. É a arte que nos pinta a nossos próprios olhos para condenar o que houver de mau na nossa sociedade”[2]. Já o Naturalismo prende-se com o Realismo, na medida em que se pintam as coisas no ambiente natural e tal como elas são). As suas principais obras são: O Primo Basílio, O Crime do Padre Amaro, A Relíquia, Os Maias, Contos, A Cidade e as Serras, O Mandarim, A Ilustre Casa de Ramires, entre outras.


[1] A.J. Saraiva e Óscar Lopes, História da Literatura Portuguesa, 17ª ed., Porto Editora.
[2] Excerto de alguns princípios enunciados por Eça de Queirós, N’As Conferências do Casino Lisbonense, de título “O Realismo como nova expressão da arte”. 



Monumento a Eça de Queirós, de António Teixeira Lopes (1903) 


Esta obra é o reflexo da união entre artes aparentemente distintas, neste caso a literatura e a escultura. Numa análise inicial, esta relação não parece evidente, mas a verdade é que na base da estátua encontramos uma célebre frase do escritor Eça de Queirós, representado na escultura, que serviu de epígrafe a uma obra sua, A Relíquia: Sobre a nudez forte da verdade, o manto diáphano da phantasia.
Esta obra tem uma forte influência da corrente Naturalista e Realista, daí representar o nu tal como ele é. O Romantismo, por outro lado, também está presente na obra, devido a algum sentimento evidenciado através da posição dos braços da figura feminina, da forma como se curva para trás, podendo simbolizar a entrega. É de salientar o drapeado muito usado nas esculturas da Antiguidade Clássica, que nos dá a ideia de algum requinte inerente ao corpo nu, contribuindo para enfatizar o sentimento presente.
Analisando a forma como a epígrafe d’A Relíquia está patente na obra, para além da própria inscrição, podemos afirmar que a figura masculina é Eça de Queirós e a figura feminina a verdade de que trata a frase.
A epígrafe é uma miscelânea de Racionalismo e Romantismo. Está patente o Racionalismo e Realismo quando se fala na “nudez forte da verdade”, uma metáfora que traduz a verdade, no sentido em que esta é a realidade, aquilo que efectivamente existe no mundo. Uma pessoa vestida não está a corresponder à verdade, porque não é assim que ela é na realidade. A “verdade” está representada na estátua na figura da mulher e da nudez. Há uma divisão entre a nudez (verdade) e a fantasia (“manto diáfano”, representado pelo véu). O véu, na estátua não deixa ver a nudez total, mas deixa transparecer um pouco ao imaginário de cada um. Estamos assim perante o Romantismo, que nos remete nesta obra a um certo dramatismo. Assim, estamos perante a união perfeita entre o Racionalismo e o Romantismo, a prova que dois estilos de arte diferentes não se anulam entre si, da mesma maneira que dois tipos de arte distintos podem estar perfeitamente conjugados na mesma obra.


Trabalho Realizado por

André Pires Morais da Costa

1º Ano – Curso de Música

Número 63624

Sociologia da Arte - Universidade do Minho





Música Clássica e o Cinema.

Filme V e Ouverture 1812 de Tchaikovsky

V de Vingança, é um filme de suspense de 2006, dirigido por James McTeigue e produzido por Joel Silver e pelos irmãos Wachowski, que também escreveram o roteiro. É uma adaptação da série de quadrinhos de mesmo nome, de Alan Moore e David Lloyd. Situado em Londres, em uma sociedade distópica de um futuro próximo, Natalie Portman estrela como Evey, uma garota da classe trabalhadora que deve determinar se o seu herói se tornou a grande ameaça contra quem terá de lutar. Hugo Weaving interpreta V, um carismático defensor da liberdade disposto a se vingar daqueles que o desfiguraram. Stephen Rea interpreta um detetive que inicia uma busca desesperada para capturar V antes que ele inicie uma revolução.

O filme foi originalmente programado para ser lançado pela Warner Bros em 4 de novembro de 2005 (um dia antes do 400º aniversário da Noite de Guy Fawkes), mas foi adiado, e estreou em 17 de março de 2006. As críticas foram positivas e os ganhos de bilheteria mundial alcançaram mais de US$ 132 milhões, mas Alan Moore, depois de ter ficado desapontado com as adaptações cinematográficas de duas de suas outras novelas gráficas, Do Inferno e A Liga Extraordinária, recusou-se a ver o filme e, posteriormente, distanciou-se dele. O filme foi visto por muitos grupos políticos como uma alegoria da opressão do governo. Libertários usaram isso como uma afirmação conservadora contra a intervenção governamental na vida dos cidadãos. Anarquistas usaram esse filme para propagar a teoria política do anarquismo.

Sinopse

Após uma guerra civil devastar os Estados Unidos da América, o Chanceler Adam Sutler (John Hurt) impõe um governo autoritário sobre o Reino Unido, através do partido conhecido como "Fogo Nórdico".

Em Londres, uma jovem funcionária de uma estação de TV chamada Evey Hammond (Natalie Portman) é atacada por três integrantes da polícia secreta conhecidos como "Os Homens-Dedo", que planejam estuprá-la. Ela é salva por V (Hugo Weaving), um enigmático anarquista que usa uma máscara de Guy Fawkes, um famoso conspirador inglês. V destrói um importante prédio, o Old Bailey, atraindo a atenção do governo, que envia o problemático Inspetor da Polícia Eric Finch (Stephen Rea) para capturá-lo.

No dia seguinte, V invade a estação de TV onde Evey trabalha e transmite uma mensagem para os cidadãos de Londres, convocando todos aqueles insatisfeitos com o governo a apresentarem-se em frente ao parlamento no dia 5 de Novembro do ano seguinte e lutar pela liberdade. Na saída, sua vida é salva por Evey e, em agradecimento, V leva-a para sua base subterrânea, a Galeria das Sombras.  Investigando a vida de Evey, Finch descobre que os pais dela foram mortos pelos Homens-Dedo por questionarem o Fogo Nórdico e que o irmão dela morreu durante um atentado terrorista a uma escola, onde uma arma biológica foi liberada e matou milhares de crianças. Paralelamente, Evey acaba sendo envolvida na morte de dois indíviduos, estes mortos por V: o jornalista Lewis Prothero, também conhecido como "A voz de Londres" (Roger Allam), e a cientista Delia Surridge (Sinéad Cusack). Perturbada pelos acontecimentos, Evey oferece ajuda a V, na verdade, na tentativa de fugir para viver com seu chefe Gordon Dietrich (Stephen Fry). O Bispo Anthony Lilliman (John Standing) é morto por V e Evey aproveita para fugir.

Finch descobre que os três (Prothero, Surridge e Lilliman) trabalharam em Larkhill, uma instituição militar onde todas as pessoas consideradas "subversivas" (homossexuais, negros, judeus e etc.) foram enviadas, torturadas e usadas como cobaias para desenvolver a arma biológica que causou a morte do irmão de Evey e que foi, na verdade, ativada por Sutler para deixar o povo em pânico e usar a retórica para convencê-los a aceitar o Fogo Nórdico. Finch descobre que V, era uma das pessoas e tirou seu nome da cela onde foi colocado, a de número 5 ("V", em números romanos). Ele foi usado como cobaia em um experimento que lhe deu superforça, grande resistência e incrível agilidade, que ele usou para destruir Larkhill e assumir a identidade de V em busca de liberdade.

Dietrich, chefe de Evey (com quem ela passou a conviver), é morto pelos Homens-Dedo após fazer comentários contra Sutler em rede nacional. Evey é capturada e torturada por meses pelo governo para revelar a localização de V, mas se recusa e, por fim, descobre que foi capturada pelo próprio V, que fez o que fez para ajudar Evey a se libertar do medo causado pela morte de sua família.

Ela, a princípio, fica horrorizada, mas depois, descobre-se grata, porém, decide ir embora para continuar sua vida, deixando V desolado. Paralelamente, V faz um acordo com Peter Creedy (Tim Pigott-Smith), o psicótico líder dos Homens-Dedo: V irá render-se, em troca, Creedy trará Sutler até ele.

Quando chega o dia 5, Evey e V reencontram-se, e V surpreende Evey com um presente: V mostra a ela um metrô cheio de explosivos que ele pretendia usar para destruir o Parlamento e libertar o povo, e deixa Evey tomar a decisão de destruir realmente o prédio ou não. V despede-se e vai para o confronto com os Homens-dedo e Sutler. Creedy cumpre o prometido e V se despede de Sutler, que fica com medo ao ver V à sua frente e é morto. Em seguida, V vira-se contra Creedy, que é morto pelo anarquista, assim como seus homens.

Mortalmente ferido, V encontra-se com Evey e acaba por morrer, porém, feliz pois seu objetivo seria cumprido. Evey, com a permissão de Finch, que havia descoberto tudo, coloca V no metrô e ativa os explosivos, destruindo o Parlamento e dando ao moribundo V um funeral nada comum. Com Sutler, Creedy e seus homens mortos e o Parlamento destruído, o povo está livre.


Elenco:

  • Natalie Portman é Evey Hammond;
  • Hugo Weaving é V;
  • Stephen Rea é o Detetive Eric Finch;
  • John Hurt é o Alto Chanceler Adam Sutler;
  • Stephen Fry é Gordon Deitrich;
  • Sinéad Cusack é a Dra. Delia Surridge;
  • John Standing é o Bispo Anthony James Lilliman;
  • Tim Pigott-Smith é Peter Creedy;
  • Natasha Wightman é Valerie Page;
  • Roger Allam é Lewis Prothero;



A Abertura Solene Para o Ano de 1812 é uma obra orquestral de Pyotr Ilyich Tchaikovsky comemorando o fracasso da invasão francesa à Rússia em 1812 e a subsequente devastação do "Grande Armeé" de Napoleão. A obra é mais conhecida pela sua sequência de tiros de canhão que é, em alguns concertos ao ar livre, executada com canhões verdadeiros.

A Abertura 1812 Overture foi composta para a abertura da Exposição Universal das Artes, realizada em Moscou em 1882. Foi comissionada a Tchaikovsky pelo diretor dos Concertos da Sociedade Imperial Russa, Nicolas Rubinstein.

A abertura da exposição coincidiu com a consagração da nova catedral, erigida para comemorar o fracasso da invasão de Napoleão Bonaparte à Rússia, em 1812.

Napoleão era um general temido e o exército francês era considerado imbatível. Em 1812, a França venceu a primeira batalha, a Batalha de Borodin. Mas os franceses foram derrotados pelo frio rigoroso do inverno russo, que, associado a uma epidemia de tifo, fez com que Napoleão ordenasse uma retirada desordenada e catastrófica. O exército de 600.000 homens foi reduzido a 40.000. Os russos consideraram que houvera ‘intervenção divina' a favor da Rússia.

Embora não gostasse desse tipo de encomenda, Tchaikovsky a aceitou e começou a trabalhar em uma obra que celebrasse simultaneamente os 70 anos da vitória russa sobre Napoleão e o aniversário da coroação do Czar.

Entre outras peças do autor, como a Marcha Eslava, a Abertura 1812 é uma obra de caráter fortemente nacionalista, composta no ano de 1880, para a comemoração da vitória russa sobre as tropas Napoleônicas.

A composição se baseia num antagonismo entre a inicial vitória francesa e a posterior revanche russa. A França é musicalmente representada pelo tema de La Marseillaise, hino da Revolução Francesa. A posterior vitória russa no mês seguinte, é representada por um diminueto do hino czarista Deus Salve o Czar e é seguido pelo sonoro e clássico troar de canhões. Assim, encerra-se a contraposição entre as duas vitórias - de início, a francesa, representada pela La Marseillaise, e no final, pelo triunfo russo, retratado pelo hino czarista.

A obra contrapõe o hino da Rússia e o hino da França, com fragmentos do folclore russos temas religiosos. A Abertura 1812 começa com um coro inspirado no hino ‘Deus ajude vosso povo’, da igreja ortodoxa russa.

Após a Revolução dos soviéticos e a consequente extinção do hino czarista, a obra sofreu modificações, sendo o tema original substituído pelo coro final da ópera Ivan Susanin, de Mikhail Glinka, cujo nome original é "A Vida pelo Tzar", modificação também realizada por ordem do regime soviético.

Em sua forma completa, a peça é executada por coro, orquestra sinfônica e banda militar com o auxílio de peças de artilharia e carrilhão. Em execuções em salas fechadas, costuma-se substituir os canhões por tímpanos (tambores), a fim de se obter um efeito semelhante ao do disparo das peças.


A relação entre estas duas formas de arte distintas

O que une estas duas formas de arte distintas é o facto de ambas estarem relacionadas com conflitos e um clima de opressão sobre os povos. A Abertura 1812, criada para celebrar a vitória do povo russo sobre o exército de Napoleão Bonaparte, é também utilizada no filme V de Vingança na parte final do mesmo, momento esse que contempla também a vitória do bem sobre o mal e a consequente liberdade alcançada pelo povo Britânico. O facto de no essencial as histórias terem um desfecho semelhante, levou a que a ligação entre estas duas obras fosse coerente e bem sucedida.



Trabalho realizado por:

Patrick Monteiro

Aluno nº A66360

Sociologia da Arte - Universidade do Minho


Viagem Musical pelo Sistema Solar




Para esta recensão, decidi fazer uma ligação entre a música e como esta foi influenciada pelos Astros ao longo da história. Esta ligação surgiu logo nas primeiras civilizações aquando a evolução da música e da Astronomia e Astrologia. A primeira referência que encontramos é na China Antiga. O sistema musical destes apresentava-se sob uma forma muito complicada, por causa das numerosas relações com ideais morais e cosmogónicos. Assim, a China e a maior parte das tradições orientais, estabeleciam correspondências entre as notas musicais e determinados ideais básicos. Para os chineses, cada nota musical tinha uma realidade, vida e vibração, e, dessa forma, deviam ser tocadas com o sentimento apropriado. Os planetas, neste caso, estabelecem uma relação que, de acordo com as suas características, se adaptaram ao carácter de cada nota musical do sistema chinês.

Seguidamente é na Grécia Antiga que encontrámos uma importante conexão da música e dos astros, mais concretamente através da teoria de Pitágoras, a Harmonia das Esferas. Conta-se que certo dia passando em frente a uma oficina de ferreiro, Pitágoras percebeu que dois martelos, batendo numa bigorna, soavam a uma diferença de uma oitava um do outro. Outros dois martelos soavam a diferença de uma quarta um do outro, outros dois ainda com a diferença de uma quinta. Experimentando mais tarde num monocórdio, Pitágoras observou que se a corda esticada fosse dividida ao meio produziria uma oitava, ou seja, a razão de uma oitava é 1 para 2. Consequentemente, viu que se a corda fosse dividida um terço soava uma quinta harmónica e dividida um quarto soava uma quarta. Assim, Pitágoras relacionou os intervalos musicais com aspetos astrológicos. Estes consistem em relações angulares entre os planetas num mapa astral, medidas dentro do círculo elíptico.




Quando, por exemplo, dois planetas estão situados sobre o mesmo grau do zodíaco (cada uma das doze constelações ocupa na cinta cerca de trinta graus do arco), o seu aspeto é dito em “conjunção”. Pitágoras associou a “conjunção” ao uníssono musical. Paralelamente, quando dois astros estão a 180º um do outro, encontram-se em “oposição”. Na música, esta oposição equivale a uma oitava, isto é, a tal razão de 1 para 2. Os aspeto “trino” corresponde a uma distância de 120º dos astros e ajusta-se ao intervalo de quinta e assim em diante.



É evidente que as outras consonâncias foram assimiladas a outros aspetos astrológicos, sempre em razão de suas relações aritméticas. A assimilação, para não dizer confusão, entre os termos astrológicos e os termos musicais era tal que os astrólogos ou astrónomos utilizavam com frequência vocábulos como uníssono ou oitava para designar a conjunção ou a oposição dos astros, e os músicos, reciprocamente, falam com facilidade de trino ou de quadrado para designarem a quinta ou a quarta. Igualmente como não classificavam o uníssono como consonância, os gregos reconheciam então apenas 7 consonâncias, e associaram estas aos planetas conhecidos e aos deuses da Grécia.




Boécio, filósofo e teólogo romano, com estas associações ao mundo cósmico, na sua obra De institutione musica, cria três tipos de conceito para a música: musica humana, a música do corpo humano e da alma; musica instrumentalis, música que provém dos instrumentos musicais, incluindo a voz; e musica mundana, a harmonia do universo e a música dos corpos celestes.



A partir desse período, as únicas associações que encontrámos entre a música e os astros são de compositores inspirados pela sua existência. De entre todas, certamente a mais importante é a suite orquestral “ Os Planetas” de Gustav Holst.
Gustav Holst foi um compositor inglês que após vários problemas de saúde, abandonou a carreira de intérprete e segui composição na Royal College of Music, em Londres. Era uma figura bastante peculiar, de aspeto franzino e que se interessava por assuntos excêntricos e originais, como a literatura hindu e a astrologia. Holst foi introduzido a esta “arte de ler o futuro” por um amigo durante umas férias em Espanha. Completamente fascinado, logo lhe surgiu a ideia de compor uma obra baseada em conceitos da astrologia, mas juntou também a mitologia e as próprias características dos planetas. Apresentou-nos então a obra “Os Planetas”, em forma de suite com 7 andamentos, em que cada andamento representa um planeta do Sistema Solar, pela ordem da sua distância em relação à terra. O planeta Mercúrio (3º andamento) recebeu o nome do mensageiro dos deuses devido ao seu curto período de translação à volta do Sol, foi associado à rapidez com que o deus Mercúrio se deslocava. Holst representa Mercúrio, o Mensageiro Alado através de passagens de harpejos de uns instrumentos para outros, transmitindo uma sensação de voo (o deus Mercúrio possuía pequenas asas nos pés). Vénus, a deusa do amor foi agraciada com a atribuição do seu nome ao 2º planeta do Sistema Solar, que transmite sensibilidade e o amor na Astrologia. Holst coloca-a como a que traz a Paz (2º andamento), descrevendo a sua feminilidade através de pequenas melodias acompanhadas pela harpa. Apesar de esta não ser a deusa da Paz, Holst atribui-lhe este sentido em contraste com o primeiro andamento da obra, Marte, o que traz a Guerra. Marte corresponde ao 4º planeta do Sistema Solar. Os antigos chamavam às terras do deus Marte de “Terras Vermelhas”, de onde extraíam o ferro para as armas de guerra, daí a denominação do planeta dever-se à sua tão característica cor avermelhada, originada pelo óxido de ferro presente no seu solo. O carácter selvagem e rústico da música de Holst explica o simbolismo de Marte na busca pela coragem e audácia.
Já Júpiter transparece a palavra grandiosidade em todos os sentidos. Júpiter era o grande deus dos deuses, tendo o 5º planeta auferido o nome deste deus por ser o maior planeta do Sistema Solar. A alegria e a festividade, característica de pessoas regidas pelo planeta Júpiter, são as representações que Holst presenteia ao grande planeta, que é considerado o “planeta benéfico” da Astrologia.

Saturno pode-se considerar o oposto de Júpiter. O “planeta maléfico” recebeu o nome do pai do deus Júpiter, de forma a continuar a sequência genealógica, pois Marte era filho de Júpiter, Júpiter era filho de Saturno, e este filho de Úrano. Conta a lenda que o deus Saturno foi banido do reino dos céus pelo próprio filho. Saturno, como planeta astrológico, ficou assim associado ao frio e ao velho. Holst fundamentou o andamento de Saturno, o que traz a velhice pelo som dos sinos da Catedral de Durham, que eram tocados pelos velhos sineiros vestidos de negro. A música estática transmite um ambiente pesado e arrastado. A música majestosa e dissonante de Úrano, o mágico transmite a liberdade e o imprevisível. Só aquando à sua descoberta em 1781, é que Úrano foi implementado no mundo da Astrologia, por isso está ligado às novas tecnologias e ao conhecimento superior. Logo, a sua associação com o deus Úrano, que foi o primeiro rei do Universo, e que personificava o céu e o conhecimento.
A cor azul está na origem do nome do planeta Neptuno. Rogando a memória do deus do Mar, sempre poderoso com o seu tridente, Holst invoca Neptuno, o místico com um som celestial e distante. Na Astrologia, Neptuno significa a espiritualidade e a crença em algo superior a nós. O final desta obra, distante e etéreo, mostra perfeitamente a força de vontade que Holst empregou na sua música.
A composição da obra, entre 1914 e 1916, decorreu durante a 1ª Guerra Mundial. A sua estreia teve lugar a 29 de Setembro de 1918. O seu sucesso foi imprevisível e até mesmo surpreendente, tornando-se numa das obras do reportório britânico do século XX mais executadas.

Colin Matthews, um grande estudioso da música de Holst resolveu completar, em 2000, a sua famosa suite, ao compor um andamento inspirado em Plutão. Holst já tinha completado a sua suite aquando a descoberta de plutão em 1930. Holst, recusando-se a compor um novo andamento, referiu que já não tinha mais nada a expressar e a suite estava completa. Coincidência ou não, a verdade é que com a recente exclusão de Plutão do patamar dos planetas principais, a suite de Holst está, por agora, completa. Mesmo assim, a obra de Colin Matthews não foi retirada do meio musical. Como meio para enriquecer esta ideia de ligação entre os astros e a música, Simon Rattle em associação com a Orquestra Filarmónica de Berlim, criou o projeto Ad Astra, um programa de concerto constituído por várias obras especialmente concebidas como “asteroides” complementares à suite de Holst”.

Asteroid 4179 – Toutatis da compositora Kaija Saariaho foi inspirado pelo asteroide cuja órbita é a mais próxima da terra. Ceres de Mark – Anthony Turnage retrata o embate de um asteroide sobre a terra. Esta obra caracteriza se pela sua brutalidade e sentido de destruição. Towards Osiris de Matthias Pintscher faz referência ao mito do deus egípcio, que posteriormente foi o nome dado a um asteroide. Por fim, temos a obra Komarov’s Fall de Brett Dean. Com uma orquestração muito inventiva, Dean encenou os últimos momentos de vida do cosmonauta Vladimir Komarov, o primeiro homem a morrer no espaço, sendo 1967 o ano da sua morte.





Trabalho realizado por:

António Augusto Peixoto Lima

Nº 66924

1º Ano – Curso de Música

Universidade do Minho

FANTASIA DE WALT DISNEY


Fantasia é um filme de animação, de 1940, da Walt Disney Pictures, dirigido por Samuel Armstrong, produzido por Walt Disney e escrito por Joe Grant e Dick Huemer. É o filme de animação mais longo produzido pela Disney, com 124 minutos. Composto por oito segmentos animados, cada um é acompanhado por excertos de música clássica, tocados pela Orquestra de Filadélfia (EUA) sob direção de Leopold Stokowski.
Algumas das obras tocadas no filme são consideradas música programática, ou seja, música instrumental que mostra ou sugere histórias com som. O anfitrião e narrador do filme, Deems Taylor, introduz cada segmento do filme, tecendo algumas considerações sobre a intenção original do compositor. Não há intenção de enganar qualquer um, levando a pensar que o acompanhamento visual da Disney foi a "intenção original" do compositor.
Este filme inclui obras de Johann Sebastian Bach- Tocata e fuga em ré menor, BWV 565; Paul Dukas- O aprendiz de feiticeiro; Pyotr Ilyich Tchaikovsky- Suíte do Quebra-nozes; Igor Stravinsky- Sagração da primavera; Ludwig van Beethoven- Sinfonia nº 6, «Pastoral»; Amilcare Ponchielli- A dança das horas; Modest Mussorgsky- Uma noite no Monte Calvo e Franz Schubert- Ave Maria.

Fantasia começa imediatamente com a abertura das cortinas, onde revela um palco. Músicos sobem ao palco para ocupar os seus lugares e afinar os seus instrumentos. O Mestre-de-cerimónias Deems Taylor surgee oferece uma introdução ao filme. Leopold Stokowski aparece e começa a dirigir os primeiros acordes da sua própria orquestração da Toccata e Fuga em Ré Menor, de Johann Sebastian Bach (originalmente escrita para órgão solo).

O primeiro terço da Toccata e Fuga dispõe de uma orquestra a tocar a obra, iluminada pela luz de padrões abstratos definidos a tempo para a música e apoiado em sombras estilizadas e sobrepostas. As peças iniciais da obra são lançadas em cada um dos três canais de som (primeiro à direita, à esquerda, ao meio, e por fim todos eles). Embora a Orquestra de Filadélfia tenha gravado a música para o filme (com exceção de O Aprendiz de Feiticeiro), não aparece no filme: a orquestra usada no filme é composta de músicos locais de Los Angeles e funcionários da Disney.





A Suíte Quebra-Nozes, uma seleção de peças de ballet de Tchaikovsky, é uma representação personificada da mudança das estações, primeiro do verão para o outono, e depois do outono ao inverno. Ao contrário do original de Tchaikovsky, esta versão de O Quebra-Nozes não tem enredo. Os segmentos musicais são:
- No amanhecer de um prado, durante a "Dança da Fada do Açúcar", fadas minúsculas salpicam gotas de orvalho em cada flor;
- Um aglomerado de minúsculos cogumelos, trajando vestes longas e chapéus lembrando um chinês (e um cogumelo pequeno sempre fora de passo), realizam a "Dança Chinesa";
- Flores multicoloridas em forma de bailarinas executam a "Dança das Flautas";
- Uma escola de peixinhos subaquática dança uma "dança árabe" de forma graciosa;
- Altos cardos, vestidos como cossacos, e orquídeas, vestidas como encantadoras camponesas russas, unem-se para a "Dança Russa" selvagem;
No último segmento musical, "Valsa das Flores", as fadas do Outono cobrem tudo de castanho e ouro com suas varinhas. Em seguida, as fadas da geada chegam e tudo se torna parte de um padrão gelado entre flocos de neve que caem.

O Aprendiz de Feiticeiro foi adaptado do poema de Goethe "Der Zauberlehrling". É a história do ambicioso, mas preguiçoso assistente de Yen Sid, que tenta trabalhar alguns dos poderes mágicos do seu mestre, sem saber controlá-los. Mickey interpreta o papel do aprendiz.
Depois de a música terminar, Mickey e o maestro Leopold Stokowski, visto em silhueta, felicitam-se com um aperto de mão.


Na interpretação de A Sagração da Primavera é-nos apresentada uma versão condensada da história da Terra desde a formação do planeta, às primeiras criaturas vivas, até à extinção dos dinossauros. A sequência apresenta criaturas pré-históricas realisticamente animadas, e utiliza extensos e complicados efeitos especiais para retratar vulcões, lava fervente, e terramotos. No final, a orquestra repete a introdução lenta da obra, o que não acontece na obra original. 

Deems Taylor anuncia um intervalo de 15 minutos após a conclusão de A Sagração da Primavera. Depois do intervalo, há uma jam session de jazz liderada por um clarinetista da orquestra, seguido imediatamente pelo breveConheça a sequência Soundtrack” que proporciona ao público um exemplo estilizado de como o som é processado como formas de onda para gravar a música para Fantasia.

A Sinfonia Pastoral é utilizada pelo estilo delicado de cores para retratar um mundo mítico de centauros, as famílias de Pégasos, os deuses do Monte Olimpo, faunos, cupidos, e outras criaturas lendárias e personagens da mitologia clássica. Conta a história das coletas feitas pelas criaturas mitológicas para a festa em honra de Baco, o deus do vinho, que andava de burro com chifres, Jacchus, quando é interrompida por Zeus, que decide divertir-se um pouco lançando raios nas pessoas. Esta parte do filme foi criticada pela breve nudez, mas flagrante, dos centauros do sexo feminino.


Na Dança das horas, vemos grupos de bailarinos num palácio a dançar. Os bailarinos da manhã são representados por Madame Upanova e pelos seus alunos avestruz. Os bailarinos do dia são representados por Hyacinth Hippo e seus servos hipopótamo (para esta secção a peça é expandida por uma repetição modificada e reorquestrada da "manhã" da música.) Os bailarinos da noite são representados por Elephanchine e sua trupe de elefantes estoura-bolhas e também por Ben Ali Gator e os seus jacarés rivais. O final mostra a perseguição caótica que acontece entre todos os personagens vistos no segmento até que decidem dançar juntos. O segmento termina com o palácio em colapso sobre si mesmo.


A Noite no Monte Calvo é o último segmento. Realizado pelo animador Bill Tytla, mostra-nos o demónio Chernabog cheio de um poder e uma intensidade raramente vista em filmes da Disney. O horror dos demónios, fantasmas, esqueletos, mulheres de fogo, bruxas e outras criaturas do mal no Monte Calvo, tem um final abrupto com o som do sino Angelus, que envia Chernabog e os seus seguidores de volta às trevas, para revelar uma linha de fiéis vestidos de figuras religiosas com tochas acesas. A câmara segue lentamente enquanto eles andam através das florestas e das ruínas de uma catedral ao som da Ave Maria.

Para terminar:
Estou em crer que este filme, através da música aliada à animação, inspira muitas almas que nunca repararam na beleza de todas estas obras do panorama musical erudito. Estas são apenas um mero exemplo da riqueza que abunda na música que conhecemos por Música Clássica. É importante notar que, sobretudo as crianças, passam a apreciar esta música. São influenciados pela imagem, que aliada ao som, se torna um cantinho do subconsciente de cada um.
A meu ver, foi um marco que ditou um estilo de animação muito próprio, pois reboca  o infindável mundo da música.





Realizado por:  
Isabel Fernandes Henriques
Junho/2012



Fontes documentais:
 Recuperado em 15 de Junho de 2012, de http://disney.wikia.com/wiki/Fantasia.
Recuperado em 16 de Junho de 2012, de http://www.disney.go.com/disneyinsider/history/movies/fantasia