segunda-feira, 18 de junho de 2012

Jardim das delícias

Hieronymus Van Aeken Bosch

Sua obra insólita, original e brilhante retrata a vulnerabilidade do homem diante das tentações – ideia dominante na Idade Média. O pintor é apreciado por seus contemporâneos e exerce, séculos depois, influência sobre os surrealistas...

O artista flamengo pinta a sua obra-prima “O Jardim das Delícias” entre 1500 a 1510, provavelmente 1504. Em uma visão geral, a obra reflete uma Idade Média filtrada por um humor perspicaz e expõe os vícios da sociedade que rodeia o artista...

Considerado seu trabalho mais maduro, o “Jardim de Encanto” (como também é conhecido o grande retábulo central), descreve a criação da mulher, já os retábulos laterais da obra narram: “O Inferno” (à direita) e o “Jardim do Éden ou Jardim do Paraíso” (painel lateral esquerdo da obra, onde a girafa foi pintada).

Neste, também chamado de “A Criação do Paraíso”, supõe-se que os animais híbridos e as rochas compósitas visíveis no tríptico, relacionam-se com a Índia mítica descrita por Eusébio em sua carta 'Alexandre a Aristóteles', e os animais e vegetais exóticos alí figurados, como o elefante, a girafa e a árvore-dragão, têm como fonte as xilogravuras do livro que ornam a “ReiseinsHeilige Land”, de Breydenbach (1486).

A concepção pessimista de um mundo dominado pela ideia do pecado e da fragilidade da natureza humana, típica do pensamento medieval, encontrou expressão plástica na pintura de Hieronymus Van Aeken Bosch. Firmemente aparentada, pela simbologia, com a fantasia popular e a cultura da época, sua insólita obra, cáustica e imaginativa, prenunciou as grandes realizações da pintura flamenga e holandesa dos séculos XVI e XVII.

Segundo a Coleção Folha, Grandes Museus do Mundo:


À falta de informação fidedigna sobre o tema e o destinatário, a mais enigmática e sugestiva obra de Bosch suscitou, com o passar dos tempos, diversas interpretações, do esoterismo à alquimia, da tradução de paisagens literárias à presumível vinculação do pintor a seitas heréticas. A excepcional riqueza iconográfica concentra-se no painel central, que dá o título ao tríptico, mas os três painéis formam uma sequência: o ponto de partida é o Jardim do Paraíso terrestre, no painel da esquerda que mostra a criação de Eva. Porém, no mesmo momento e no mesmo lugar, adquirem vida criaturas monstruosas que compartilham com os homens a ilusória felicidade do painel central e que aparecem de novo, à direita, na demoníaca cena do Inferno. A continuidade da paisagem, através de singulares formações rochosas entre os dois primeiros painéis, uniformiza o lugar onde se desenvolvem os episódios fantásticos e sugere, dessa forma, que o desencadear da luxúria – o verdadeiro tema dominante, simbolizado pelos frutos vermelhos – é consequência direta da criação da mulher. A humanidade, surda às chamadas de Deus e irremediavelmente mergulhada no pecado, é castigada de forma horrível, segundo a lei de Talião, com refinadas e sádicas torturas provocadas com instrumentos musicais sobre um fundo de fulgurantes clarões de uma cidade em chamas.

  1. A composição da cena é obtida pela sobreposição de planos com desenvolvimento circular; o último representa quatro construções fantásticas, nas quais elementos naturais se misturam com sólidos geométricos. Bandos de pássaros voam dentro e fora dos pináculos ornamentais das formações rochosas.
  2. O pecado da luxúria é exemplificado por um par de amantes, transparente, excrescência de uma planta aquática. O tema próprio do alquimista como um antigo provérbio flamengo: “A felicidade é como um cristal que em breve se parte”. O tubo de cristal introduzido no fruto por baixo da bola é um emblema masculino, enquanto o rato que nele entra alude às falsas doutrinas que levam os crentes ao engano. 
  3. Uma invenção diabólica composta por um par de orelhas atravessadas por uma flecha e por uma grande lâmina de faca. Os significados possíveis são inúmeros: para alguns, a indiferença do homem ao dito evangélico: “Quem tiver ouvidos para ouvir ouça”; para outros, pelo contrário, é a infelicidade terrena. Sobre a lâmina está gravada a letra M, talvez a inicial do nome do fabricante ou então da palavra Mundus, emblema da universalidade do membro masculino a que a lâmina faz referência. 

Carlos V (1516-1556), o mais poderoso na Europa da sua época, gostava de conversar com Ticiano, procurando convencê-lo a mudar-se para a Espanha, e, pouco antes de morrer, no Mosteiro de Yuste, para o qual se havia retirado depois de abdicar em seu filho, Felipe II, a Coroa da Espanha, quis que fosse colocada aos pés da sua cama “A Glória”, do pintor veneziano. Felipe II (1556-1598) herdou, além das coleções, a paixão pela arte, que o levou a adquirir outras obras de Ticiano, mas também de Bosch, como o “Jardim das Delícias”.







Jardim das delícias – Bosch
Jardim das notícias
O quadro jardim das delícias na informação da Tvi.
O nome do programa de informação da TVI (JARDIM DAS NOTÍCIAS), tem a ver com o trocadilho relacionado com o nome do célebre quadro de (HIERONYMUS BOCH), um dos melhores artistas do planeta, (JARDIM DAS DELÍCIAS) …
Este mesmo quadro, serve de grafismo de fundo, ao excelente trabalho jornalístico desta estação televisiva.
No meu modesto e sincero ponto de vista, este tipo de junção, serve também para apresentação deste magnífico trabalho artístico para todos aqueles e aquelas que não tem acesso a este esplendor de arte antiga…


Aluno - PAULO SÉRGIO DIAS CAMPOS
A66911 - DIREÇÃO CORAL





domingo, 17 de junho de 2012

História do Cinema - António Oliveira

Departamento de Música

Sociologia da Arte

História do Cinema

Discente: António Fernando Rodrigues Oliveira

N.º de Aluno: A66910

Braga, Junho de 2012


Índice



Introdução_________________________________________________________ P. 3

Cinema: Uma Cultura de Massas_____________________________________ P. 4

Cinema: Como Surgiu_______________________________________________ P. 5

• Cinema Mudo________________________________________________ P. 5

• Cinema Sonoro_______________________________________________ P. 6

• Cinema em Portugal__________________________________________ P. 8

Conclusão________________________________________________________ P. 10

Webgrafia________________________________________________________ P. 11

Bibliografia______________________________________________________ P. 11


Introdução



No âmbito da unidade curricular de Sociologia da Arte apresento uma pequena reflexão sobre a história do surgimento do cinema no Mundo, na Europa e em Portugal, na primeira metade do século XX.

Falar do surgimento do cinema implica mencionar a dimensão social e política da cultura, sobretudo dos Mass Media ou, simplesmente, os Media. O cinema faz parte do fenómeno da hegemonização cultural que se começou a registar na época em questão e que acompanha o desenvolvimento do homem e da sua história até à actualidade.

Assim, proponho-me a apresentar um pequeno enquadramento sobre a importância dos Media no inicio do século XX, com destaque para o cinema e consequentemente a sua história: desde o cinema mudo até ao cinema sonoro passando pela história do cinema em Portugal.


Cinema: Uma Cultura de Massas



Etimologicamente, Media ou Mass Media é o conjunto dos meios de comunicação de massa, isto é, capazes de difusão maciça de informação por grande número de pessoas, simultaneamente, e a grande distância. A rádio, a televisão, o cinema, a grande imprensa, os discos, entre outros, constituem, hoje em dia, meios de comunicação que têm uma grande influência, porque atingem um público numeroso e variado. (Neves, P., Pinto, A., Carvalho, M., 2006, p. 100).

Esta difusão maciça de informação, também apelidada de estandardização de comportamentos, surge no inicio do século XX impulsionada por dois factores de grandes estimulo à homogeneização cultural. Em primeiro lugar a generalização do ensino dotou os cidadãos do mesmo conjunto de saberes e gostos culturais e em segundo lugar o forte incremento dos meios de comunicação de massas que moldaram a cultura do século XX. (Couto, C., Rosas, M., 2011, 156).

Como já referi, a imprensa, a rádio e o cinema são os mais importantes meios de comunicação na primeira metade do século XX. Proporcionam uma evasão cultural, transmitiam valores e padrões culturais, ligados a uma vida de sonho, quase irreal.


Cinema: Como Surgiu

O cinema surgiu pelas mãos dos irmãos Lumière, em França no ano de 1895. “(…) conceberam uma câmara facilmente transportável e uma máquina para projectar bobinas de cinetoscópio num grande ecrã.” (Neves, P., Pinto, A., Carvalho, M., 2006, p. 102). Rapidamente o cinema universaliza-se tanto pela Europa, como pela América e Ásia, tornando-se uma verdadeira indústria cultural.



Cinema Mudo – Um filme mudo é um filme que não possui trilha sonora de acompanhamento, apenas corresponde às imagens exibidas, sendo esta lacuna substituída, normalmente, por músicas executadas no momento da exibição. A ideia de combinar filmes com sons gravados é quase tão antiga como o próprio cinema, mas antes do fim dos anos 20 a maior parte dos filmes eram mudos devido à inexistência de tecnologia para tornar isso possível. Visto que os filmes mudos não podiam aproveitar o som sincronizado para os diálogos, eram introduzidas legendas no filme para clarificar as situações para os espectadores, ou para fornecer diálogo crítico. (WEB, Cinema Mudo, Wikipédia).

Charles Chaplin, a estrela mais célebre e mais conhecida do Cinema Mudo, foi o responsável pela roteirização, direcção e actuação em 90 filmes como O Garoto (1921), Em Busca do Ouro (1925) e O Circo (1928). Desde sua estréia, com o curta Carlitos Repórter, em 1913, Chaplin deu vida ao vagabundo Carlitos. O personagem compõe o exotismo da trama com o figurino de calças largas, chapéu-coco e bengala. A peculiaridade de Carlitos é o silêncio. Mesmo com a chegada do som, o singelo indivíduo não expressa uma palavra, produzindo o seu filme mais conhecido Tempos Modernos, em 1936. (WEB, Hollywood).



• Cinema Sonoro – Os anos de 1930 marcam o apogeu e maturidade do cinema sonoro. Contudo, é no ano de 1927 que o som no cinema surge pela primeira vez, com o filme The Jazz Singer. Este estilo abre uma nova dimensão à Sétima Arte, por ser mais próximo da realidade e cultiva outros géneros cinematográficos, com destaque para os musicais.

Em 1928 o filme "The Lights of New York" tornara-se o primeiro filme com som totalmente sincronizado. O Beijo, lançado em 1929 e protagonizado pela actriz sueca Greta Garbo, foi o último filme mudo e o último da história de Hollywood, com excepção de duas jóias raras de Chaplin: Luzes da Cidade e Tempos Modernos.

No final de 1929, o cinema de Hollywood já era quase totalmente falado. No resto do mundo, por razões económicas do pós 1ª Guerra Mundial, a transição do mudo para o falado foi feito mais lentamente. Contudo, neste mesmo ano, foram lançados grandes filmes sonoros como "Blackmail" de Alfred Hitchcock (o primeiro filme inglês falado), "Applause" do director Rouben Mamoulian (um musical em preto e branco) e "Chinatown Nights" de William Wellman (o mesmo director de "Uma estrela nasce" de 1937). Foi também no ano de 1929 que Hollywood criou os prémios Óscares que, serve até os dias actuais como premiação aos melhores do cinema. (WEB, História do Cinema, Wikipédia). Também Walt Disney é considerado um marco na história do cinema sonoro mundial.



Contudo, e apesar da crise económica instalada na Europa, o cinema não se restringia aos E.U.A. O cinema russo, alemão ou francês confirmaram a importância social e atractiva que conferia às sociedades, bem como o seu apogeu. Aliado a este apogeu encontramos a designação de Star System, ou seja, o cinema tornou-se uma indústria de sonhos, com vidas e posturas idealizadas que todos queriam imitar e atingir.

O cinema tornou-se, por excelência, o mais poderoso meio de divulgação de valores e padrões culturais (por isso o cinema foi a maior arma de propaganda política das ditaduras europeias no século XX). Os filmes ofereciam a imagem de um certo estilo de vida, impunham modelos e modos e, mais tarde, ideologias. .” (Neves, P., Pinto, A., Carvalho, M., 2006, p. 104). O público em geral sonhava ser como as actrizes a actores, para conseguirem o seu sucesso, a sua fama e a estabilidade económica e social que tanto ansiavam.



• Cinema em Portugal – Contrariamente ao que se possa imaginar, o desenvolvimento dos media em Portugal sucedeu ao mesmo tempo que na restante Europa e Mundo.

O pai do cinema mudo em Portugal chama-se Aurélio da Paz dos Reis e apresentou os seus filmes na cidade do Porto, em 1896 (um ano após a apresentação dos irmãos Lumière). Contudo, o cinema português não conheceu grande sucesso até ao ano de 1930. O expoente começou com a apresentação dos trabalhos cinematográficos de Leitão Barros (Maria do Mar, 1930) e Manoel de Oliveira (Douro, Faina Fluvial, 1931).

Leitão Barros foi pioneiro no cinema sonoro português com o filme A Severa, decorria o ano de 1931, embora a sonorização tenha sido feita em Paris. O primeiro sonoro feito completamente em Portugal foi A Canção de Lisboa de 1933, do realizador Cottinelli Telmo.

Outros são os filmes emblemáticos da história do cinema em Portugal:

1 – As Púpilas do Senhor Reitor, de Leitão Barros, 1935;

2- Aldeia da Roupa Branca, Chianca de Garcia, de 1938;

3- Feitiço do Império, António Lopes Ribeiro, 1940;

4 – O Pai Tirano, António Lopes Ribeiro, 1941;

5 – Aniki Bóbó, Manoel de Oliveira, 1942;

6 – O Costa do Castelo, Arthur Duarte, 1943;


A par da restante Europa, a partir de 1933 o cinema começou a ser utilizado como arma de propagando política e censurado pela poder do Estado Novo em Portugal.



Conclusão



Como foi mencionado, várias vezes, ao longo deste trabalho, o cinema é uma importante arma de propaganda ideológica, cultural e social, patente por todo o mundo.

O surgimento deste entretenimento de massas veio alterar por completo a noção de cultura vigente no Mundo do século XIX. A partir desse momento, a cultura era das massas, do povo e sinónimo de evasão cultural.

Os grandes ícones de cinema mundial começaram a ser adorados e os seus protótipos sociais imitados, fenómeno conhecido por Star System. Esta arma social que era o cinema também começou a ser utilizada como arma de propaganda ideológica, como é exemplo os filmes realizados pela ditadura nazi ou mesmo os filmes realizados em Portugal após o ano de 1933.

Pessoalmente, considero que a realização deste trabalho foi bastante gratificante porque me trouxe novos conhecimentos e uma nova visão sobre a história do cinema, que não se resume a si mesma. Ou seja, a história do cinema está envolvida numa conjuntura específica, política, económica, social e cultural do final do século XIX e inicio do século XX, quando a ciência e a tecnologia estavam em progressivo desenvolvimento e a cultura era dirigida às massas sociais.




Webgrafia

http://hollywood.weblog.com.pt/arquivo/2005/03/o_cinema_mudo.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Filme_mudo

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cinema

http://hollywood.weblog.com.pt/arquivo/2005/03/o_filme_falado.html



Bibliografia

Couto, C., Rosas, M., (2011). O Tempo da História 1ª Parte História A 12º Ano. Porto: Porto Editora.

Neves, P., Pinto, A., Carvalho, M., (2006). Cadernos de História Tempos, Espaços e Protagonistas. Porto: Porto Editora.


















Departamento de Música

Sociologia da Arte









História do Cinema













Discente: António Fernando Rodrigues Oliveira

N.º de Aluno: A66910







Braga, Junho de 2012





Índice



Introdução_________________________________________________________ P. 3

Cinema: Uma Cultura de Massas_____________________________________ P. 4

Cinema: Como Surgiu_______________________________________________ P. 5

• Cinema Mudo________________________________________________ P. 5

• Cinema Sonoro_______________________________________________ P. 6

• Cinema em Portugal__________________________________________ P. 8

Conclusão________________________________________________________ P. 10

Webgrafia________________________________________________________ P. 11

Bibliografia______________________________________________________ P. 11



















Introdução



No âmbito da unidade curricular de Sociologia da Arte apresento uma pequena reflexão sobre a história do surgimento do cinema no Mundo, na Europa e em Portugal, na primeira metade do século XX.

Falar do surgimento do cinema implica mencionar a dimensão social e política da cultura, sobretudo dos Mass Media ou, simplesmente, os Media. O cinema faz parte do fenómeno da hegemonização cultural que se começou a registar na época em questão e que acompanha o desenvolvimento do homem e da sua história até à actualidade.

Assim, proponho-me a apresentar um pequeno enquadramento sobre a importância dos Media no inicio do século XX, com destaque para o cinema e consequentemente a sua história: desde o cinema mudo até ao cinema sonoro passando pela história do cinema em Portugal.





















Cinema: Uma Cultura de Massas



Etimologicamente, Media ou Mass Media é o conjunto dos meios de comunicação de massa, isto é, capazes de difusão maciça de informação por grande número de pessoas, simultaneamente, e a grande distância. A rádio, a televisão, o cinema, a grande imprensa, os discos, entre outros, constituem, hoje em dia, meios de comunicação que têm uma grande influência, porque atingem um público numeroso e variado. (Neves, P., Pinto, A., Carvalho, M., 2006, p. 100).

Esta difusão maciça de informação, também apelidada de estandardização de comportamentos, surge no inicio do século XX impulsionada por dois factores de grandes estimulo à homogeneização cultural. Em primeiro lugar a generalização do ensino dotou os cidadãos do mesmo conjunto de saberes e gostos culturais e em segundo lugar o forte incremento dos meios de comunicação de massas que moldaram a cultura do século XX. (Couto, C., Rosas, M., 2011, 156).

Como já referi, a imprensa, a rádio e o cinema são os mais importantes meios de comunicação na primeira metade do século XX. Proporcionam uma evasão cultural, transmitiam valores e padrões culturais, ligados a uma vida de sonho, quase irreal.















Cinema: Como Surgiu

O cinema surgiu pelas mãos dos irmãos Lumière, em França no ano de 1895. “(…) conceberam uma câmara facilmente transportável e uma máquina para projectar bobinas de cinetoscópio num grande ecrã.” (Neves, P., Pinto, A., Carvalho, M., 2006, p. 102). Rapidamente o cinema universaliza-se tanto pela Europa, como pela América e Ásia, tornando-se uma verdadeira indústria cultural.















Cinema Mudo – Um filme mudo é um filme que não possui trilha sonora de acompanhamento, apenas corresponde às imagens exibidas, sendo esta lacuna substituída, normalmente, por músicas executadas no momento da exibição. A ideia de combinar filmes com sons gravados é quase tão antiga como o próprio cinema, mas antes do fim dos anos 20 a maior parte dos filmes eram mudos devido à inexistência de tecnologia para tornar isso possível. Visto que os filmes mudos não podiam aproveitar o som sincronizado para os diálogos, eram introduzidas legendas no filme para clarificar as situações para os espectadores, ou para fornecer diálogo crítico. (WEB, Cinema Mudo, Wikipédia).

Charles Chaplin, a estrela mais célebre e mais conhecida do Cinema Mudo, foi o responsável pela roteirização, direcção e actuação em 90 filmes como O Garoto (1921), Em Busca do Ouro (1925) e O Circo (1928). Desde sua estréia, com o curta Carlitos Repórter, em 1913, Chaplin deu vida ao vagabundo Carlitos. O personagem compõe o exotismo da trama com o figurino de calças largas, chapéu-coco e bengala. A peculiaridade de Carlitos é o silêncio. Mesmo com a chegada do som, o singelo indivíduo não expressa uma palavra, produzindo o seu filme mais conhecido Tempos Modernos, em 1936. (WEB, Hollywood).









• Cinema Sonoro – Os anos de 1930 marcam o apogeu e maturidade do cinema sonoro. Contudo, é no ano de 1927 que o som no cinema surge pela primeira vez, com o filme The Jazz Singer. Este estilo abre uma nova dimensão à Sétima Arte, por ser mais próximo da realidade e cultiva outros géneros cinematográficos, com destaque para os musicais.

Em 1928 o filme "The Lights of New York" tornara-se o primeiro filme com som totalmente sincronizado. O Beijo, lançado em 1929 e protagonizado pela actriz sueca Greta Garbo, foi o último filme mudo e o último da história de Hollywood, com excepção de duas jóias raras de Chaplin: Luzes da Cidade e Tempos Modernos.

No final de 1929, o cinema de Hollywood já era quase totalmente falado. No resto do mundo, por razões económicas do pós 1ª Guerra Mundial, a transição do mudo para o falado foi feito mais lentamente. Contudo, neste mesmo ano, foram lançados grandes filmes sonoros como "Blackmail" de Alfred Hitchcock (o primeiro filme inglês falado), "Applause" do director Rouben Mamoulian (um musical em preto e branco) e "Chinatown Nights" de William Wellman (o mesmo director de "Uma estrela nasce" de 1937). Foi também no ano de 1929 que Hollywood criou os prémios Óscares que, serve até os dias actuais como premiação aos melhores do cinema. (WEB, História do Cinema, Wikipédia). Também Walt Disney é considerado um marco na história do cinema sonoro mundial.



























Contudo, e apesar da crise económica instalada na Europa, o cinema não se restringia aos E.U.A. O cinema russo, alemão ou francês confirmaram a importância social e atractiva que conferia às sociedades, bem como o seu apogeu. Aliado a este apogeu encontramos a designação de Star System, ou seja, o cinema tornou-se uma indústria de sonhos, com vidas e posturas idealizadas que todos queriam imitar e atingir.

O cinema tornou-se, por excelência, o mais poderoso meio de divulgação de valores e padrões culturais (por isso o cinema foi a maior arma de propaganda política das ditaduras europeias no século XX). Os filmes ofereciam a imagem de um certo estilo de vida, impunham modelos e modos e, mais tarde, ideologias. .” (Neves, P., Pinto, A., Carvalho, M., 2006, p. 104). O público em geral sonhava ser como as actrizes a actores, para conseguirem o seu sucesso, a sua fama e a estabilidade económica e social que tanto ansiavam.





























• Cinema em Portugal – Contrariamente ao que se possa imaginar, o desenvolvimento dos media em Portugal sucedeu ao mesmo tempo que na restante Europa e Mundo.

O pai do cinema mudo em Portugal chama-se Aurélio da Paz dos Reis e apresentou os seus filmes na cidade do Porto, em 1896 (um ano após a apresentação dos irmãos Lumière). Contudo, o cinema português não conheceu grande sucesso até ao ano de 1930. O expoente começou com a apresentação dos trabalhos cinematográficos de Leitão Barros (Maria do Mar, 1930) e Manoel de Oliveira (Douro, Faina Fluvial, 1931).

Leitão Barros foi pioneiro no cinema sonoro português com o filme A Severa, decorria o ano de 1931, embora a sonorização tenha sido feita em Paris. O primeiro sonoro feito completamente em Portugal foi A Canção de Lisboa de 1933, do realizador Cottinelli Telmo.

Outros são os filmes emblemáticos da história do cinema em Portugal:

1 – As Púpilas do Senhor Reitor, de Leitão Barros, 1935;

2- Aldeia da Roupa Branca, Chianca de Garcia, de 1938;

3- Feitiço do Império, António Lopes Ribeiro, 1940;

4 – O Pai Tirano, António Lopes Ribeiro, 1941;

5 – Aniki Bóbó, Manoel de Oliveira, 1942;

6 – O Costa do Castelo, Arthur Duarte, 1943;















A par da restante Europa, a partir de 1933 o cinema começou a ser utilizado como arma de propagando política e censurado pela poder do Estado Novo em Portugal.





Conclusão



Como foi mencionado, várias vezes, ao longo deste trabalho, o cinema é uma importante arma de propaganda ideológica, cultural e social, patente por todo o mundo.

O surgimento deste entretenimento de massas veio alterar por completo a noção de cultura vigente no Mundo do século XIX. A partir desse momento, a cultura era das massas, do povo e sinónimo de evasão cultural.

Os grandes ícones de cinema mundial começaram a ser adorados e os seus protótipos sociais imitados, fenómeno conhecido por Star System. Esta arma social que era o cinema também começou a ser utilizada como arma de propaganda ideológica, como é exemplo os filmes realizados pela ditadura nazi ou mesmo os filmes realizados em Portugal após o ano de 1933.

Pessoalmente, considero que a realização deste trabalho foi bastante gratificante porque me trouxe novos conhecimentos e uma nova visão sobre a história do cinema, que não se resume a si mesma. Ou seja, a história do cinema está envolvida numa conjuntura específica, política, económica, social e cultural do final do século XIX e inicio do século XX, quando a ciência e a tecnologia estavam em progressivo desenvolvimento e a cultura era dirigida às massas sociais.













Webgrafia

http://hollywood.weblog.com.pt/arquivo/2005/03/o_cinema_mudo.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Filme_mudo

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cinema

http://hollywood.weblog.com.pt/arquivo/2005/03/o_filme_falado.html



Bibliografia

Couto, C., Rosas, M., (2011). O Tempo da História 1ª Parte História A 12º Ano. Porto: Porto Editora.

Neves, P., Pinto, A., Carvalho, M., (2006). Cadernos de História Tempos, Espaços e Protagonistas. Porto: Porto Editora.







sábado, 25 de fevereiro de 2012

Há coisas simples?






A menina experimenta o aroma de uma simples flor que todos estamos habituados a ver no nosso quotidiano. Esta bonita flor é azul devido à basilidade dos solos onde cresceu, pois se estivesse num solo ácido seria vermelha. E sabiam que as células da flor são bastante idênticas às da menina? Nos dois casos são do tipo eucarioticas. Então, a que se devem tantas diferenças? Estamos assim remontados à “Alegoria da Caverna” onde as pessoas pensavam que o mundo já não lhes trazia nada de novo, só porque não questionavam nada de novo… Tal como nós, o conhecimento das coisas fica simplesmente por conhecer a forma, a cor, o aroma e se é combustível ou não, o que corresponde a um conhecimento inferior a 1% do objecto.
Nesta imagem o que nos parece um simples gesto da menina levar uma flor ao nariz para experimentar o seu aroma, basta refletirmos um pouco para verificarmos que é um processo bastante complexo.
A decisão é tomada no lobo frontal do cérebro, parte cerebral que pensa, passa do neurónio sensitivo, que mais tarde é integrado no interneuronio que prepara a mensagem, saindo mais tarde pelos neurónios motores. A membrana celular é selectiva, devido à energia transformada nas mitocôndrias, e portanto gera a entrada e saída de iões que produz o potencial eléctrico através da passagem dos iões pelas proteínas intrínsecas da bi camada lipídica de fosfolipidos. O potencial eléctrico pode ser potencial de repouso ou potencial de acção. No potencial de repouso há saída de 3 iões Na+ e a entrada de 2 iões K+, existindo um valor negativo relativamente ao exterior. Contudo, para haver a transmissão da mensagem nervosa tem que ocorrer o potencial de acção. Neste, a bomba de Na+ abre-se, passando estes iões a entrar no neurónio. O meio torna-se hipertónico em relação ao exterior. Tem assim que ocorrer a repolarização e, portanto, a bomba K+ abre-se e os iões de potássio e sódio saem. É necessário que seja reestabelecido outra vez o potencial de repouso. A mensagem passou através do exónio e encontra-se no estado eléctrico. Agora para passar para o neurónio seguinte a mensagem passa para as sinapses. O neurónio pré-sináptico contém neurotransmissores com toda a informação no estado químico. Estas são lançadas nas sinapses e ligam-se aos receptores do neurónio pós-sináptico, passando novamente ao estado eléctrico. Por isso, podemos realizar este impulso eléctro-químico de elevar as flores até ao nariz e experimentar o seu aroma.
Uma imagem que nos parecia ser muito simples poderá ser complexa, consoante o grau de pormenores em que reparamos.




                                                                                                                                       Hélder Magalhães