Num local que nunca dorme, com carros a passar, passos apressados, bicicletas, com a ansiedade de toda a gente de chegar a casa para descansar no fim de mais um longo dia de trabalho. Onde há shoppings, bares e teatros. Por vezes em dias gelados com graus negativos ou mesmo dias chuvosos existem pessoas a tocar na rua por umas míseras moedas.
Algumas pessoas param, ouvem e com muita sorte deitam umas moedas no chapéu que normalmente permanece enfrente a estes artistas. A maior parte deles possuem um ar mau, um ar desleixado. A sua música não tem estilo nem regras pois é criada pelo mesmo. A sua alma, o seu talento não se compra, nem sequer está à venda. Muitos exprimem pelo seu olhar, pelo seu sorriso que nasceu para aquilo, para tocar e ser admirado, para transmitir qualquer tipo de sentimento bom por quem ali passa. Quem o observa por algum tempo, vê que este é mais um que tenta mostrar que a cidade não pode ser tão escura, mesmo nos dias de inverno e noites de chuva.
Contudo, acredito que seja muito triste uma pessoa que componha e toque muito bem, não puder expor aquilo que melhor sabe fazer por causa de pessoas que até da música querem tirar lucro e até mesmo a via publica querem alugar a estes artistas, local que é deles por direito.
O objectivo deste trabalho é identificar e reflectir sobre as relações entre professor e aluno com o fim de contribuir para o processo ensino/aprendizagem, através da identificação de pontos relevantes, nas concepções, que possam estimular professor e aluno para uma convivência de afectividade no processo educativo, levando-os a uma educação de qualidade. Pretende-se a partir desta imagem caricaturada, mas completamente ilustrativa da sociedade, Identificar a evolução, não só da relação professor/aluno mas também do modo como a cultura e a sociedade de uma forma interligada contribuíram para a evolução ou involução, da prática educativa que como se sabe é de primordial importância para a respectiva evolução educando/cidadão. Toda a problemática aqui estampada reflecte um inquietante estado da Sociedade, que para melhor ser entendido e discutido, completou-se com as pequenas frases que a seguir reproduzo e que, apesar de ácidas e discutíveis, pretendem exactamente ser, discutidas, negadas e até completadas. Por tudo isto, acho que vale a pena o esforço de todos participarem nesta discussão.
Os professores eram uma referência, uma autoridade.
Os alunos são os patrões.
Os professores ameaçavam e batiam.
Os professores são ameaçados e agredidos
Os professores avaliavam
Os professores só reprovam em último caso e o aluno sabe disso.
Os professores faziam da assiduidade e pontualidade um ponto de honra.
Os professores estão quase sempre sozinhos nas salas de aula.
O governo pagava, o professor ensinava, o aluno aprendia.
O governo finge que paga, o professor finge que ensina, o aluno finge que aprende.
Actualmente vivemos sob um mundo de artistas que arrastam multidões, artistas que com as suas inovações, com a sua música ou arte, provocam uma verdadeira revolução musical. Uma das artistas mais faladas e conhecidas do momento é Lady Gaga, aquela de quem todos falam, aquela que todos desejam perceber, aquela que nos faz ansiar pelo próximo álbum, pelas próximas ideias fora do comum. O termo que a melhor define é a excentricidade pois Lady Gaga não é apenas uma artista que criou uma moda que passou pelas nossas vidas levemente. Esta artista consolidou-se no mundo da música e parece ter vindo para ficar.
É o verdadeiro fenómeno mundial. Acima de tudo, Gaga pretende revelar-se como um símbolo sexual, uma verdadeira predadora tal como em tempos Madonna se iniciou neste campo.
A música de Madonna e os seus videoclips com cariz sexuais, revolucionaram por completo os anos 80 e 90- Madonna foi quase sempre elogiada pela crítica pelas suas produções musicais diversificadas que servem ao mesmo tempo como meio de chamar atenção para controvérsias religiosas e sexuais.
Podemos de facto, comparar estas duas figuras musicais mas, no entanto, elas representam objectivos diferentes em momentos diferentes. Talvez para Madonna tenha sido mais difícil implementar as suas ideias mais controversas e mostrar a figura da mulher como um símbolo sexual pois eram anos mais conservadores e as mentes dos ouvintes de música ainda não estavam preparadas para semelhante revolucionamento. Madonna significou uma revolução musical e sexual e até ao seu aparecimento não existiu ninguém como ela. A Lady GaGa impressiona actualmente, mas não revolucionou simplesmente a forma de se fazer música Pop, simplesmente acrescentou atitudes diferentes e uma personalidade muito vincada criando conceitos interessantes para os seus vídeos.
As suas roupas são extremamente provocantes e principalmente muito incomuns e estranhas. Como sabemos, a estranheza é sempre nova para o público e ainda mais curiosidade gera. Assim, Lady Gaga consegue prender o público pois deixa-o sempre na perspectiva do que virá a seguir.
O principal objectivo de Gaga será no sobretudo "prender" o público masculino, seduzir...
O seu videoclip "Bad Romance" revela-a inicialmente como uma figura que está a ser controlada por uma homem, mas se assistirmos até ao fim, vemos que quem acaba com o poder todo é ela.
Em "Paparazzi" exactamente a mesma coisa: inicia-se com uma espécie de declaração de amor mas mal descobre que foi enganada, mostra quem ganha, e acaba finalmente com a vida daquele que a enganou: novamente o elemento masculino.
Madonna com "Like a Virgin" adquiriu amantes e grandes críticos da sua música. Dedicou este single a todas as virgens do mundo. Pareceu neste vídeo adoptar uma posição mais delicada que depressa fugiu com o aparecimento da canção "Material Girl" que apelidou Madonna até aos dias de hoje. Neste vídeo, esta artista aparece constantemente rodeada por homens e é ela a figura principal. Imita neste videoclip a famosa "Marilyn Monroe" da cena do filme "Os homens preferem as loiras".
Concluindo, podemos reparar que ambas as artistas supra citadas atingiram um sucesso descomunal, sendo por vezes comparadas e, muitas das vezes chega a dizer-se que Gaga copia o estilo de Madonna como podemos ver no vídeo abaixo.
No entanto, ambas representam aquilo que o público procura e idolatra. Sabem exactamente como atrair as suas "presas" e obter sucesso por todos os singles que lançam, por todas as modas que iniciam.
Sanita: Serve para o ser humano libertar as suas necessidades fisiológicas, tanto sólidas como líquidas. Normalmente está inserida numa casa de banho, um local hoje em dia de extrema privacidade....
Mas será que isto foi sempre assim? :) NÃO
Através de investigações arqueológicas, só no terceiro milénio antes de Cristo é que foram encontradas as primeiras casas de banho dentro das casas da altura. Antes disto qualquer buraco escavado no chão servia para o efeito.
No Egipto surgiram as primeiras sanitas sentadas com canais de água que serviam para mover as fezes.
De todo isto não tem interesse.
O que quero observar é os hábitos sociais associados a esta prática
Gregos: Era da preferência deles defecar ao ar livre, sem se importarem que alguém estivesse a ver. Romanos: Bem, estes tinham uma forma muito peculiar de defecar.
Todos sentados cada um na sua sanita e enquanto o corpo tratava da sua vida Homens e Mulheres faziam Debates, Banquetes e Encontros Cívicos.
Nos dias de hoje é impossível imaginar tal coisa.
O que é certo é que a sociedade foi tornando a ida a uma casa de banho uma coisa muito privada.
Ao longo dos tempos foi-se criando um estigma na ida à sanita.
Bom, talvez passado alguns anos voltemos a ter Sanita´s Party.
Todos nós conhecemos o programa de televisão “Ídolos”, a versão portuguesa do “American Idol”. Basicamente, este programa de entretenimento é um concurso para encontrar o melhor cantor(a)/artista. O show consiste em 2 etapas: os castings, onde vão sendo eliminados progressivamente os candidatos até chegarem aos 14 finalistas, seguindo-se uma série de galas, para escolher o grande vencedor. O feliz contemplado é escolhido pelo telespectador que, gala após gala vai votando, pelo telefone, pela salvação do seu cantor favorito.
É impressionante a adesão a este tipo de programa. Os milhares de pessoas que estão muitas horas à espera de um casting, onde depois o concorrente tem que mostrar em 10 minutos tudo aquilo que vale, são prova disso. Claro que, de entre muitos castings encontramos tanto vozes de uma qualidade incrível como pessoas que não sabem cantar, mas acham que estão a fazer um brilharete.
A seguir mostro 2 vídeos retirados do youtube. Um de um chamado “cromo” e outro dum vencedor da última edição dos “Ídolos”.
A procura dum talento desconhecido, a realização dum sonho, a passagem do anonimato para a fama é sempre uma experiência cativante e atraente. Aquelas pessoas que são chamadas de “normais”, que faziam a sua vida habitual, de repente são chamadas de figuras públicas, seres que toda a gente conhece, que são capas de revistas, com as suas vidas expostas nos media, que são abordados na rua, que chegam a influenciar a vida de outros e a ser exemplos a seguir. São mesmo considerados ídolos.
Mas será esta exposição uma coisa boa? Não passará isto apenas de uma fama instantânea, quase como se de um flash se tratasse?
Tal como disse Dante Aligheri " A fama que se adquire no mundo não passa de um sopro de vento, que ora vem de uma parte, ora de outra, e assume um nome diferente segundo a direcção de onde sopra".
Atentemos, agora, na letra da canção, de título bastante sugestivo: “Lay it on me”. Seguidamente, algumas expressões retiradas da mesma:
“ Imma make you call me B-I-G…
Put your hands on my body…
we made a movie…
Send a Pic ...
take it off with your teeth…
Nasty, tonight we skinny dipping no pool girl, except the one between your legs…
make my body go...oh!...
Hittin' high notes, neighbors thought you joined the choir…
Call my DICKcuriosity ’cause it killed the cat”.
Conteúdo desta natureza tornou-se vulgar. De uma forma geral, os vídeos contêm cada vez mais alusões a sexo, caindo em estereótipos e criando uma imagem distorcida da realidade.
Todos sabemos que a música desempenha um papel fulcral na vida dos adolescentes, que podem, inclusivamente, encontrar aqui um refúgio. Em 2005, um inquérito determinou que, embora o consumo de música varie com a faixa etária, os jovens americanos ouvem uma média de 1.5 a 2.5 horas de música diariamente.
Uma análise dos vídeos musicais passados na televisão demonstra que cerca de 75% contêm conteúdo sexual; mais de metade contêm atos de violência, em particular contra as mulheres; o álcool e o tabaco conferem status.
Alguns estudos apontam para o importante papel das imagens no comportamento dos adolescentes. Nos vídeos, um sexo fabricado, sem consequências reais; sexo fácil, que se centra tão somente no prazer do ato.
Estaremos a cair no exagero? Que impacto tem conteúdo deste género nas crianças e adolescentes que estão a ela expostos cada vez mais cedo, nomeadamente com o fácil acesso à Internet? E o que diz tudo isto da sociedade em que vivemos, e dos valores por que nos regemos?
O autismo é “um transtorno definido por alterações presentes antes dos três anos de idade e que se caracteriza por alterações qualitativas na comunicação, na interacção social e no uso da imaginação”.
Existem alguns mitos sobre o autismo. Pensa-se “numa pessoa retardada ou que sabe poucas palavras (ou até mesmo que não sabe alguma). Problemas na inteligência geral ou no desenvolvimento de linguagem, em alguns casos, podem realmente estar presentes... Às vezes é difícil definir se uma pessoa tem um défice intelectual se ela nunca teve oportunidades de interagir com outras pessoas ou com o ambiente. Na verdade, alguns indivíduos com autismo possuem inteligência acima da média.”
Derek Paravicini é um exemplo enorme de um indivíduo autista com inteligência acima da média.
Derek nasceu prematuro, com 25 semanas, e com pouco mais de meio-quilo. Como resultado da terapia com oxigénio necessária para lhe salvar a vida, Derek perdeu a visão e o seu desenvolvimento também foi afectado. Mais tarde, tornaram-se claras as suas grandes dificuldades de aprendizagem. Contudo, cedo adquiriu o fascínio pela música e, com apenas 4 anos, aprendeu sozinho a tocar um vasto número de peças ao piano, de alguma complexidade melódica e harmónica, tal como a peça “Smoke Gets in your Eyes”. Obviamente, sem modelos visuais para o guiar, a sua técnica era caótica – até os cotovelos utilizava para executar intervalos que as suas mãos pequenas não permitiam.
Nessa altura, o seu enorme potencial foi reconhecido por Adam Ockelford, que mais tarde se tornou seu professor na Linden Lodge School for the Blind em Londres. A seu tempo, tornaram-se necessárias lições semanais e depois diárias, integradas num programa extenso que durou alguns anos. O principal desafio era “endireitar” a técnica de Derek, que sendo uma criança, era muito excêntrico e irrequieto.
Derek adquiriu, através de demonstrações meticulosas e por imitação, as bases técnicas que eram necessárias à sua evolução. Cedo se tornou evidente a sua afinidade natural para o jazz, pop e música ligeira, assim como o talento para a improvisação, habilidade para tocar em qualquer tonalidade e à-vontade para performances em público.
O primeiro grande concerto de Derek foi em 1989 e aconteceu no Barbican Halls em Londres quando este tinha apenas 9 anos - tocou jazz com a Royal Philharmonic Pops Orchestra. Seguiram-se variadas presenças na televisão regional e nacional, no Reino Unido e além-mar. Mais recentemente, Derek foi destacado na série Extraordinary People (Channel 5, Reino Unido), no Discovery Channel (Health) nos Estados Unidos e na RTL da Alemanha.
O aumento da sua maturidade como pessoa e como músico permitiu-lhe dar concertos por vários locais da Europa e Estados Unidos, entre os quais o reconhecido clube de jazz Ronnie Scott’s em Londres e o Mandalay Bay Arena em Las Vegas.
Derek apresenta um estilo único com uma técnica fenomenal que lhe permite tocar e improvisar peças da mais elevada dificuldade ao piano. Tem uma grande memória – consegue recordar milhares de músicas instantaneamente, as quais consegue executar em qualquer tonalidade e até mesmo com estilos diferentes. Pode tocar Bach com baixo contínuo como dar um “ar jazz” ao estilo de contraponto do compositor barroco.
Derek adora performances ao vivo e encontra-se actualmente a realizar uma série de concertos com a Orchestra of St Johns, Londres, nas suas séries “Music for Autism” – eventos especiais para famílias com crianças autistas. Entretanto gravou o seu primeiro álbum a solo “Echoes of the Sounds to Be…”.
Adam Ockelford, seu mentor durante os últimos vinte anos, escreveu o livro “Derek Paravicini: In the Key of Genius” sobre a história extraordinária da genialidade musical de Derek.
Como se vê neste vídeo, enquanto está a ser entrevistado, o jornalista dá a ouvir a música "Moves Like Jagger" dos Maroon 5 a Derek pela primeira vez, e este toca-a de imediato no piano. É por esta característica que lhe chamam o "Human Ipod".
É de ficar sem palavras, não é?
Quantas vezes proferimos a expressão "não consigo!"? Muitas! Quase toda a gente passa por isso, e acha que não consegue alcançar os objectivos que queria alcançar, e foi por causa disto que me falaram deste homem. Numa aula de Música de Câmara, na Universidade, o professor Gil sensibilizou-nos com esta situação; se ele consegue, porque não conseguiremos nós também alcançar aquilo que queremos?
Depois de conhecer a vida deste pianista percebo que hão, provavelmente, muitas pessoas autistas ou cegas ou mesmo as duas coisas que são ignoradas e desvalorizadas, já para não falar de pessoas que não têm qualquer tipo de problema. Ou porque não têm vontade e motivação para alcançarem os seus objectivos ou porque as desvalorizam e desmotivam, não os alcançam simplesmente. Ele é, sem dúvida, um exemplo de força para todos nós, tem obviamente capacidades que muitos de nós não temos, mas também nós temos valias que ele não tem!
Pensem nisso e dêem sempre o vosso melhor, porque todos somos FANTÁSTICOS!