segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A Música e a Cultura

Com este post pretendo expor de forma sintetizada e breve a importância da música na cultura.
Tudo neste mundo está interligado por isso, também a música tem um papel fundamental na cultura.
Desde o clero, à politica e aos movimentos sociais, a música tem uma grande importância, visto que na formação de determinado grupo social ou até na construção de uma identidade pessoal a música está "sempre" presente.
Os diferentes grupos sociais utilizam determinados géneros musicais que se identificam e por suas vez passam a ser identificados por eles. Com isto, e por sua vez com a media, a música pode ser um instrumento muito poderoso quer para o "bem" quer para o "mal".
Com isto termino esta pequena reflexão e deixo-vos dois vídeos que mostram um pouco da ligação da música na cultura.
Quem estiver interessado em mais informação e com vertente analítica da questão, basta procurar no google, informação não falta. 










José Pedro Campos, Nº 59801, 3ºAno.

Mnozil Brass: o outro lado da coisa!

Conheci os Mnozil Brass com os meus 15/16 anos, e desde então não pude deixar de acompanhar o grupo. O vídeo mais famoso é "Bohemian Raphsody", dos Queen, e perdoa-me Freddy, mas estas criaturas não te ficam nada atrás. Foram impulsionados por esta obra, o que, por outro lado, impediu o pessoal de abrir a mente a outros vídeos nunca piores que este, como é o caso do William Tell Overture, Hungarian Schnapsodie, Slow Motion, Lonley Boy, entre outros, que são de visualização obrigatória para quem tiver curiosidade no que estou a falar. São vídeos de poucos minutos, e que não damos pelo tempo passar! Para quem quiser rir, procurem por "Mnozil Brass Tour Japan 2009"! :)
Os Mnozil Brass são um septeto de metais Austríaco, cujos elementos (todos graduados na "Vienna College of Music"!!) conheceram-se enquanto tocavam num pub chamado Mnozil (daí o nome), e a sua música é caracterizada por um forte humor tipicamente Austríco, aproximado do "jet black". Grandes virtuosos estes senhores... conseguem fazer "caricaturas" de canções populares alemãs, americanas, música pop ao mais alto nível. Este grupo de senhores, vestidos de forma caricata, conseguem convencer o público de que fazer boa música não tem nada a ver com coisa séria!! Fazem teatro, dançam, tocam, dramatizam, cantam... e encantam! ;) 

É complicado fazer-vos perceber o quanto este grupo resulta no mercado, e no mundo da música (que é quase a mesma coisa!)... no entanto, é impossível até um leigo ver um espetáculo ao vivo e não se aperceber do talento dos músicos, e da qualidade musical que proporcionam. Queria deixar aqui uma pequena motivação para músicos e não-músicos, mas principalmente para os músicos que interpretam os instrumentos de metais como sendo "barulhentos" e "grosseiros"... Meus Caros, parem de olhar para os vossos umbigos, e percebam que não há melhor junção de timbres, dinâmicas e efeitos do que um grupo de metais. Se procuram um grupo mais elitista, com mais qualidade de reportório e musical, procurem pelos German Brass (com muita música de Bach gravada!), ou pelos Canadian Brass, ou mesmo os espanhóis Spanish Brass. Com os Mnozil, conseguem algo um pouco alternativo ao Classicismo do dia a dia. Mas contrário do que pensam, estes instrumentos também conseguem fazer a dinâmica piano, e por vezes, com melhor qualidade que muitos outros instrumentos, e com dificuldades acrescidas que por vezes não se imaginam nem valorizam. Não me venham com tretas de que não há ninguém nos instrumentos de metal como o Paganini no violino, porque há. A questão é querer ver. E quem vê, quer ver...


Alexandra Duarte - A57276
Licenciatura em Música - UMinho

Música de Intervenção









 Por volta de 1933 instala-se em Portugal um novo regime o Estado Novo regime autoritário,  conservador,  nacionalista,  corporativista de Estado de inspiração fascista, parcialmente católica tradicionalista, de cariz antiliberal, antiparlamentarismoanti-comunista, e colonialista, que vigorou em Portugal sob a Segunda República. O regime criou a sua própria estrutura de Estado e um aparelho repressivo (PIDE, colónias penais para presos políticos, etc.)

Portugal passava por uma fase de grande opressão ao nível de liberdade de expressão, contudo isto ouve músicos que através das suas músicas e através de letras músicas conseguem passar a sua insatisfação com o Estado Novo.

Canções de resistência ou canções de protesto, consideradas após a revolução de Abril de 1974 como canções de intervenção são constituídas por poemas e músicas de denúncia, de um presente de repressão e surgem como luta por um mundo melhor. Sem finalidade comercial, recorrendo, com frequência, à balada , possuem uma mensagem universalista, livre de qualquer constrangimento social.

A canção de intervenção tem um valor pedagógico notável, na forma como alerta o povo para as prepotências existentes, que constrangem o  seu dia-a-dia. Não raro, a verdadeira mensagem era "camuflada" nos seus versos para poder passar pelo crivo da censura.

Os músicos mais importantes nesta foram Sérgio Godinho, Zeca Afonso e Paulo de Carvalho com as suas músicas `` E depois do Adeus´´ (Paulo de Carvalho), ``Vila Grândola Morena´´, ``Vampiros´´ (Zeca Afonso), ``Que força é essa?´´ (Sérgio Godinho).



Ainda nos dias de hoje vários artistas recorrem a música de intervenção para criticar vários problemas, sócias como políticos, um estilo musical ao qual tem como grande abordagem esses problemas é o Hip Hop.




A Música do Cérebro

Há cada vez mais um interesse maior na relação entre o cerebro e a música. A atractiva similaridade entre as ondas cerebrais e o ritmo da música tem motivado muitos ciêntistas para procurar uma conexão entre elas. Várias tentativas têm sido feitas para tentar converter ondas cerebrais em música.
Uma equipa de pesquisadores da Universidade de Ciência Eletrónica e Tecnologia da China criou um método para transformar a atividade elétrica do cérebro em... música.
A equipa usou "regras de sonificação" para transformar as ondas de eletricidade cerebral, medidas por eletroencefalograma (EEG), em notas musicais. A amplitude do sinal elétrico é transformada em notas musicais; a mudança de energia do EEG é transformada na intensidade da nota; e o período da onda é transformado na duração das notas.
O resultado, que o trio chama de "música sem escala", é diferente dependendo do estado mental da pessoa: "música" animada durante o sono REM e sons lentos e tranquilos durante o sono profundo.
Estas regras de sonificação vêm permitir a identificação, por meios auditivos, do estado cerebral de pacientes, oferecendo desta forma uma estratégia em tempo real para monotorizar a actividade cerebral e a potencialidade da terapia de feedback neurológico.

Nuno Ricardo Teixeira
A57279

domingo, 29 de janeiro de 2012

Meus Chapas,

Confesso que, desde o início da disciplina, que pergunto a mim mesmo (baixinho, não se vá ouvir), o que significará a Sociologia da Cultura. Ora, diz-me esta cultura da sociedade modernista, que a internet é a chave para todas as perguntas e que, o Sr. Google é, nos dias que correm, o Sócrates mais sábio do mundo. Nem mais. A Sociologia da Cultura compreende o conhecimento das diferentes definições sociológicas do conceito de cultura. Boa! Para além disso, é capaz de reconhecer diferentes conceitos de cultura em utilizações sociológicas reais. Perfeito! Ainda por cima, tem a capacidade de problematizar, investigar e descrever aspectos dos fenómenos sociais usando diferentes acepções do conceito de cultura. Está dito! Não é preciso saber mais nada…agora eu só precisava de saber o que é a Sociologia da Cultura.
Ao longo do semestre, por entre os vários filmes e documentários, ou nas conversas e debates, a cultura foi-nos permeando, mesmo sem por isso darmos conta. Desde os talentos gastronómicos de Babette, ao Tio Gerard de Jacques Tati, passando pela surdez de Beethoven ou pela evolução das representações gráficas das humanidades, tudo contribuiu para que durante as aulas da disciplina nos fossemos aproximando do verdadeiro significado da Sociologia da Cultura.
Assim, a meu ver, estamos constantemente a ser inundados ou mesmo, em certos casos, violados por cultura. E utilizo este termo, porque muitas vezes, mesmo sem querer, somos impostos a uma cultura que não queremos, ou que nem achamos culta. Penso que este será um dos pontos chave do estudo da disciplina. A influência que o mundo à nossa volta (essa coisa chamada sociedade) tem, na cultura de cada indivíduo.
Não conheço um médico, um professor, um arquitecto ou um advogado que não goste de música (mesmo sem gostar). Aliás, todos eles são grandes apreciadores do estilo clássico de Mozart, das “Estações” de Vivaldi ou dos geniais improvisos de Bill Evans. Se a isso estiver associado um James Martins 20 Anos em copo de balão, ou o fumo de um Cohiba, então, o cenário está completo.
Por outro lado, existem muitos trabalhadores da construção civil, canalizadores e electricistas que nem gostam de música e por isso não ouvem. Quando ouvem, é a Cidade ou a MegaHits num passeio de carro de um Domingo à tarde, porque a mulher não suporta o relato do Benfica na Antena 1. Eh pá…se a isso se somasse uma Cristal preta…
Não coloco em questão a verdadeira “genuinidade” de cada escolha, mas é um facto que o meio que nos rodeia condiciona de uma forma quase total, a cultura de uma pessoa.
Senão vejamos, qual de nós gostou da primeira cerveja que bebeu? Ou do primeiro gole de vinho maduro tinto que tomou? Hoje não sou fumador, mas durante uns 15 anos tive o estúpido hábito de deitar fumo pela boca, que, da primeira vez que o fiz, sentado num muro da escola, me fez tossir e ficar enjoado durante duas horas. O que não faz ser persistente…
Então, o que é isto senão uma imposição ou se preferimos, uma clara influência da cultura da sociedade em cada ser individual? Não o posso afirmar com certeza, mas acredito que na mesma altura em que eu e o meu bom amigo Tiago nos engasgávamos com o fumo do nosso primeiro cigarro, noutros locais do planeta, adolescentes provavam a sua virilidade masculina pelo salto dos Vanuatu ou de vacas dos Harmar, enfim, uma forma mais radical de levar um cigarro à boca.
Bom, mas afinal o que estou eu a dizer? Então e o gosto pessoal de cada um? As nossas escolhas pessoais? As nossas vontades próprias? Se afinal de contas, é o nosso meio social que nos “impõe” aquilo que devemos ou não fazer, onde fica o “livre arbítrio” original? Bem, esse continua lá. Cada um de nós tem a opção de escolher aquilo que lhe interessa mais. Aquilo com que mais se identifica. O problema é que essa escolha está também condicionada a tudo o que nos rodeia. De tal forma que, mais uma vez, acabamos por ser “seduzidos” pela cultura dos outros fazendo-a nossa. Mas como é possível não o ser? A comunicação social entra todos os dias nas nossas salas de estar a tentar vender o produto, e consegue fazê-lo de uma forma ainda mais eficaz do que a Nike, a Levis ou a Benetton, nas suas publicidades mais polémicas. Os nossos melhores políticos (ou piores) fazem o mesmo. Até aqui, a Sociologia da Cultura faz das suas. Todos têm a mesma postura. A mesma forma de estar. O mesmo discurso. Até o mesmo cruzar de pernas diante das câmaras. Não há “Pronúncia do Norte” nos políticos. Nem do Norte, nem de lado nenhum. É como se todos eles viessem do mesmo sítio, das mesmas origens, dos mesmos costumes, da mesma cultura. E isso propaga-se. E tolera-se. Pior…imita-se!
De uma forma ou de outra, todos acabamos por ser influenciados pelos padrões da sociedade em que vivemos e crescemos sobre esses padrões. Desde o dia em que nascemos somos influenciados pela cultura da nossa família, alargando-se o espectro, mais tarde, para o nosso grupo de amigos e pelos vários elementos que fazem parte do nosso quotidiano.
Essa é uma característica do Homem, penso eu, desde a origem. E a exemplo de um texto colocado abaixo, pela nossa colega Mariana, sim, de facto todos fazemos parte de um mesmo rebanho, mesmo os que dizem não fazer. E ele há gostos e culturas para tudo!

José Dias
A57263

Música - Pano de Fundo da Sociedade

Do ponto de vista social, e pensando na evolução do Homem desde o tempo da pré-história, a música esteve sempre presente, com uma função mais ou menos utilitária, mais ou menos estética, mais ou menos prazerosa… o facto é que esteve sempre lá, acompanhando os tempos, as épocas, as mudanças sociais e económicas, adaptando-se à grande variedade geográfica e cultural, assumindo-se como um traço essencial para caracterizar a nossa sociedade.

Desde a pré-história até à contemporaneidade, os exemplos sucedem-se. Para o “homem das cavernas” o uso de instrumentos que produziam som tinha a grande vantagem de transmitir sinais que funcionavam como informações de caça, aviso de perigo, comunicação entre membros da mesma tribo, etc. Com a passagem do nomadismo para o sedentarismo, e consequente complexificação da estrutura social, criam-se as condições para a existência de momentos de convívio e facilmente nos vêm à memória a ideia dos “bobos da corte”, mas também dos menestréis (cantores, músicos e malabaristas que andavam de terra em terra juntamente com os saltimbancos) ou dos trovadores (nobres que compunham música e poesia tendo como tema preferido, para as suas composições, o amor). Cantigas de amigo, de amor, de escárnio e maldizer, muitas delas com a função de denunciar o que na sociedade ia acontecendo e outras, claro, com a missão intemporal que a música consegue ter de transmitir emoções, sentimentos, afectos. Poder-se-ia também pensar na importância da música sacra que vai ganhando cada vez maior relevância com o aparecimento das ordens religiosas, nomeadamente com as conventuais. Continuando o percurso histórico, com o Renascimento há um desenvolvimento de técnicas e estilos, surgindo a música polifónica que confere à música uma nova dimensão artística, em que a vida era exaltada e o profano começava a tomar lugar.

E assim se vai chegando à época moderna, com as suas várias matizes e especificidades. O aparecimento recente dos “Homens da Luta” faz voltar à ideia de muitos a música de intervenção que está inevitavelmente associada à Revolução dos Cravos em Portugal, com nomes bem conhecidos da geração dessa altura como Zeca Afonso, José Mário Branco, Sérgio Godinho, Paulo de Carvalho. Actualmente, é muito fácil identificar na sociedade grupos específicos através da música que ouvem ou produzem: heavy metal, góticos, rappers, etc. Por outro lado, mantém-se a riqueza intercultural, num desfiar imenso de exemplos, desde a música africana à música céltica, passando pela América Latina, ou pela Índia, não esquecendo as músicas ou ritmos tribais e étnicos, tendo cada uma destas expressões a si associadas diferentes sons e vários instrumentos.

Tiago Sampaio, 57260
3º ano, Música

sábado, 28 de janeiro de 2012

Michael Jackson, doença ou preconceito?



      Michael Jackson nasceu a 29 de Agosto de 1958 em Gary, Indiana e faleceu a 25 de Junho de 2009 em Los Angeles, EUA, após uma paragem cardíaca.
      Durante a sua carreira, foi fortemente criticado pelos media e por muitas pessoas, nomeadamente pelos seus fãs, devido às várias tentativas de mudar a aparência. Além de ter feito inúmeras cirurgias, que o deixaram com a cara deformada, com um nariz muito fino e uns olhos carregados de tristeza, o que mais causou controvérsia mundialmente foi a sua mudança de cor.
      Uma das muitas teorias diz que Michael Jackson tirou a sua própria melanina, através de tratamentos pouco usados nos EUA, mas conhecidos em vários países da África, como por exemplo em Gana. Mas Jackson afirmava que sofria de uma doença chamada Vitiligo, que consiste na perda da pigmentação natural da pele, o que leva a uma grande perda de melanina. Mas normalmente esta doença é visível em várias manchas esbranquiçadas espalhadas pelas várias partes do corpo. Isto fez com que pouca gente acreditasse que Michael Jackson sofre-se realmente dessa doença pois no seu caso, o corpo ficou todo branco. Exageradamente branco.
      Há quem diga também que Jackson foi abusado pelo pai, o que pode também ter contribuído para a constante mudança. O querer fugir às suas origens, o querer olhar para o espelho e não se lembrar daquele homem que o reprimiu.
      Se repararmos alguns dos seus irmãos também mudaram bastante a sua aparência, principalmente La Toya e Janet Jackson que têm um nariz muito parecido com o do irmão. Mas o que é facto é que nenhum deles deixou de ser negro. Outra das coisas inquietantes são os seus filhos, que não têm nenhuns traços negros, o que sempre fez duvidar da verdadeira paternidade de Michael Jackson.
      O que é certo é que mesmo depois da sua morte, nada ficou esclarecido, e o “Rei do Pop” continua a fazer imenso sucesso, e sempre será um grande marco na história da música.

Cátia Mendes, A57277
Licenciatura em Música, 3º ano
Universidade do Minho